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Duas feiras num só espaço

Feira dos Frutos Secos e Fersant de 1 a 10 de Outubro, em Torres Novas

Pela primeira vez a Feira Empresarial da Região de Santarém - Fersant e a Feira dos Frutos Secos vão realizar-se em simultâneo, entre 1 e 10 de Outubro, em Torres Novas. Uma forma de conjugar energias e de procurar atrair mais público aos certames. A Nersant cede o espaço. A Feira dos Frutos Secos organiza o programa de animação.

Edição de 29.09.2004 | Economia
Promover o figo preto de Torres Novas, o principal fruto passado deste concelho, é uma quimera em que já poucos acreditam. Com as práticas culturais e comercialização de há várias décadas o figo preto já quase não se produz e está condenado a desaparecer. Mas a Feira dos Frutos Secos e Passados, que se realiza há 19 anos na cidade, vai continuar, com frutos secos e passados vindos de todo o país. E em novos moldes. À tradição juntou-se a inovação e este ano o certame vai decorrer em simultâneo com a Feira Empresarial da Região de Santarém – Fersant.Desde o início que a Feira dos Frutos Secos de Torres Novas se realiza nos dois primeiros fins-de-semana de Outubro, e isto porque se pretendeu que o certame fosse o primeiro do país a comercializar este tipo de produtos, sobretudo o figo“No início de Outubro já acabou a época do figo e a intenção foi ser a primeira feira do ano a vender estes frutos”, confirma António Ferreira, técnico camarário responsável pelo Gabinete de Desenvolvimento Rural. A Câmara de Torres Novas pertence à Associação Nacional de Frutos Secos e Passados, entidade promotora do certame.Ao figo juntaram-se a passa de uva, as amêndoas, as nozes e as avelãs, produtos com pouca expressão na região mas que completavam a oferta da feira. E a popularidade do certame, com as suas bancas decoradas com motivos alusivos à faina agrícola e a estes produtos, foi sendo cada vez maior.No entanto, o custo desta iniciativa foi sempre superior à receita e a diferença acabava por ser suportada pelo erário público. Nos últimos anos, alugaram-se tendas climatizadas, instaladas na Avenida 8 de Julho, próximo do edifício do mercado e este ano para reduzir despesas a organização do certame optou por levá-lo de novo para o pavilhão da Associação Empresarial da Região de Santarém - Nersant, nos Mesiões.“Pensamos nisso, mas não o comunicámos de imediato à direcção da Nersant que, por coincidência, decidiu passar a Fersant também para Outubro”, esclarece António Ferreira, justificando assim a realização da Feira Empresarial da Região de Santarém (Fersant) em simultâneo com a dos Frutos Secos.Coincidência ou estratégia, a decisão da Associação Empresarial levantou um outro tipo de problemas. A Feira dos Frutos Secos já não poderia decorrer no pavilhão e para que tudo se pudesse conjugar teria de ficar em tendas anexas.Apesar de tudo, a situação apresentou-se economicamente mais viável. Por um protocolo assinado entre a Associação Nacional de Produtores de Frutos Secos e Passados e a Nersant, não divulgado aos meios de comunicação social, foi possível estabelecer negociações em que ambas as entidades ganham.Pela popularidade que granjeou, a Feira dos Frutos Secos leva mais visitantes à Fersant e os custos são mais reduzidos. O próprio presidente da Nersant, José Eduardo Carvalho, reconheceu na conferência de imprensa para divulgação dos eventos que esta foi a “melhor solução” para que a Fersant continue em Torres Novas, dado o “acentuado decréscimo” de visitantes que tem registado nas últimas edições.A redução dos custos reflecte-se também no programa cultural. A Fersant não programou os habituais espectáculos musicais e utiliza a animação dos Frutos Secos que inclui bandas filarmónicas e ranchos folclóricos, como é tradicional.Por outro lado, as entradas voltam a ser pagas, impondo-se assim a política seguida pelos Frutos Secos. O ingresso custa um euro e dá entrada para os dois certames. A receita da bilheteira será dividida pelas duas organizações segundo critérios já estipulado pelas entidades promotoras.Margarida Trincão

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