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Onde pára o altruísmo dos bombeiros?

Edição de 29.09.2004 | O Mirante dos Leitores
Fiquei espantada com o que li na edição de 16 de Setembro sobre a atitude dos bombeiros da Azambuja em relação a uma senhora que vive próximo do quartel e que solicitou ajuda numa noite de temporal. A senhora vive com um filho deficiente e a água estava a entrar em casa por causa de um algeroz entupido. É evidente que os bombeiros não são especialistas na limpeza de algerozes e os habitantes da casa não iriam morrer afogados, mas não deixa de ser revoltante ler que a senhora foi ao quartel e nenhum dos bombeiros que estava no local se disponibilizou para vestir um oleado e dar uma ajuda.Se os bombeiros não queriam actuar como bombeiros, actuassem como simples vizinhos. Uma ajuda dá-se a qualquer pessoa. Mas ali não. Pelo relato da senhora ninguém quis sair do quentinho. O senhor comandante deveria ter vergonha de ter dito o que disse para justificar o comportamento dos seus subordinados. Com que então a limpeza de algerozes não faz parte do trabalho dos bombeiros? Pois não senhor comandante, o que faz parte do trabalho dos bombeiros é ajudar o próximo.A insensibilidade revelada associada às guerrinhas que cada vez acontecem com mais frequência em diversas corporações são preocupantes. Os Bombeiros estão a afastar-se da sua missão. O mercantilismo está a substituir o altruísmo. É bom que os homens de boa vontade que estão ao serviço das populações reflictam sobre isso e que chamem à razão aqueles que pensam que se pode exercer aquela actividade sem uma grande dose de humanidade e de solidariedade. Afinal foi isso que faltou aos bombeiros da Azambuja.Manual Torres Alves – Vila Franca de Xira(Texto enviado através de correio electrónico)

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