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Uma palmadinha das costas a quem está mais perto das populações

Uma palmadinha das costas a quem está mais perto das populações

Governo assina protocolos de cooperação com juntas de freguesia do distrito de Santarém

O Governo assinou no domingo em Tomar protocolos de financiamento com 60 juntas de freguesia do distrito de Santarém e uma do distrito de Castelo Branco. Ao todo são cerca de 651 mil euros para aplicar na modernização administrativa.

Edição de 29.09.2004 | Política
Sessenta juntas de freguesia do distrito de Santarém e uma do distrito de Castelo Branco (Fundada, no concelho de Vila de Rei) assinaram domingo, em Tomar, protocolos de modernização administrativa com a Administração Central.O Governo, através do secretário de Estado da Administração Local, comprometeu-se a financiar 50 por cento dos investimentos a efectuar visando a modernização administrativa das 61 juntas de freguesias. A comparticipação governamental ascende a 650.777 euros.Para o secretário de Estado da Administração Local, esta parceria é um sinal concreto de que o Governo está a investir na modernização das que são geralmente esquecidas em termos de financiamentos – as juntas de freguesia.“É hábito haver a política da palmadinha nas costas para com os autarcas que estão mais próximo dos cidadãos, sem que essa palmadinha venha acompanhada de um investimento concreto”, referiu José Cesário, adiantando ainda que “os discursos sem obras não têm sentido”.A comparticipação financeira do Governo para a modernização administrativa – nomeadamente através da aquisição de equipamentos informáticos, melhoria das instalações e melhoria das condições de trabalho – é também a prova, segundo o governante, de que o executivo central está empenhado em dar melhores meios e mais competências às juntas de freguesia.O objectivo é “criar um patamar de colaboração” entre o Governo, as áreas metropolitanas recém-criadas (comunidades urbanas e intermunicipais) e a administração local. “Não venho vender-vos facilidades e medidas fáceis”, avisou.O trabalho fica menos difícil com a ajuda financeira do Governo. Que em contrapartida pede apenas rigor no investimento. Só assim, disse José Cesário, se irá conseguir o desenvolvimento que o país necessita.Surpreendido com adesãoO presidente da Comunidade Urbana do Médio Tejo e anfitrião da cerimónia mostrou-se surpreendido com o número de juntas de freguesia interessadas em modernizar-se. Afirmando que as câmaras só têm a ganhar com esse facto, António Paiva sublinhou que as juntas funcionam como “posto avançado” das câmaras e são lugares de excelência para uma delegação de competências, por estarem mais próximas dos munícipes.Segundo o autarca, a transferência de competências fará com que os cidadãos possam num futuro próximo tratar situações que hoje só podem ser feitas nas câmaras.Os protocolos assinados em Tomar fazem parte de um pacote mais vasto de comparticipações financeiras do Governo para as juntas de freguesia. Ao todo serão assinados 850 protocolos a nível nacional. Um investimento que ronda os dez milhões de euros, a concretizar em dois anos.
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