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Bruxelas que pague a factura

Câmara de Torres Novas abre novo furo e despreza um já existente
Edição de 29.09.2004 | Sociedade
Um novo furo para captação de água foi aberto no Casal João Dias, freguesia de Pedrógão (Torres Novas), a cerca de 500 metros de um outro que nunca chegou a ser explorado. As razões que levaram ao abandono da primeira captação de água não foram justificadas pela autarquia que apenas apresenta como argumento que o novo furo foi comparticipado a 100 por cento por dinheiros comunitários.O furo recentemente aberto tem como principal função abastecer o campo-escola situado a algumas centenas de metros, na antiga pedreira do Espanhol, onde decorreu este Verão o acampamento regional de escuteiros. No entanto, este equipamento não é de uso exclusivo dos seguidores de Baden Powell.Mário Mota, vereador da Câmara Municipal de Torres Novas, acrescenta que a segunda captação foi financiada a 100 por cento por dinheiros comunitários e “tinha de ser feita” para solucionar o problema do campo-escola. Por outro lado, a sua abertura e consequente electrificação reduz para metade a distância entre o campo-escola e a linha eléctrica, o que não obriga à instalação de um posto de transformação para que o campo seja electrificado.De uma cajadada matou-se, aparentemente, dois coelhos, mas o outro furo ficou esquecido. E se no caso do novo furo o investimento não foi camarário, não deixou se gastar dinheiro público, mesmo que vindo de Bruxelas, aparentemente sem grande justificação.De acordo com o mesmo vereador a primeira captação, que nunca chegou a ser explorada, foi aberta como reserva. Ou seja, se fosse necessário sabia-se onde captar água para abastecimento público. Recorde-se que durante anos na zona alta da aldeia de Pedrógão, conhecida por Minas, o abastecimento de água, principalmente durante o Verão, era bastante deficitário.A abertura dessa captação envolveu estudos aturados e até a criação de um aparelho pela Universidade de Aveiro que indicasse o local exacto onde a broca devia furar. Isto porque entre o aquífero e a superfície existe uma enorme cavidade. Esforços que nunca chegaram a ser compensados. O furo continuou sem utilidade e o reforço da água à zona de Minas foi resolvido através de um furo particular, aberto para abastecimento de uma exploração avícola situada nas proximidades. Mário Mota garante que foi estabelecido um acordo com o proprietário do aviário em que apenas é cobrado o consumo de electricidade, pelo que o erário público não é penalizado.O certo é que o furo existe, a Junta de Freguesia do Pedrógão comprou, mais tarde, o terreno onde foi aberta a captação e a Câmara Municipal de Torres Novas abandonou-a, completamente.

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