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Falta de diálogo foi o problema

A crise na Instituição Padre Tobias, em Samora Correia
Edição de 29.09.2004 | Sociedade
A falta de diálogo entre o conselho de administração, o conselho fiscal e o contabilista da Instituição Padre Tobias (IPT) foi a razão apontada pelo presidente da Junta de Freguesia de Samora Correia (tesoureiro da fundação) para a situação a que chegou aquela Instituição Particular de Solidariedade Social de Samora Correia. Carlos Luís Henriques disse, na passada sexta-feira, dia 24, por ocasião de uma reunião da Assembleia de Freguesia de Samora Correia, que “não estão em causa roubos naquela casa”. Os problemas existentes têm a ver com “procedimentos contabilísticos e a falta de diálogo entre todos”. O presidente da junta informou também que houve uma reunião entre o conselho de administração e o conselho fiscal, mas o contabilista da instituição não esteve presente. E quando perguntou “por que razão não estava na reunião o contabilista, a resposta que obteve foi que ele não foi convocado para a mesma”. Interpelado pelo autarca Fernando Santos (PS), o actual tesoureiro da instituição adiantou que “há acusações de má fé entre ambas as partes”. E que o que aquela instituição precisava era “de paz”.Tal como demos conta na última edição de O MIRANTE, o conselho fiscal da instituição chumbou relatório de contas referente ao ano de 2003, o que levou à queda do conselho de administração. Apesar de todas as recomendações, feitas no relatório do conselho fiscal (CF) referente ao ano de 2002, esse órgão voltou a detectar graves erros de gestão referentes ao ano de 2003.Mário GonçalvesDezenas de paroquianos solidários com padre José António Um grupo de 87 paroquianos de Samora Correia fez chegar à nossa redacção um documento onde agradece os bons serviços prestados pelo padre José António Gonçalves. O sacerdote, que serviu a paróquia durante 10 anos, deixou a localidade a semana passada e foi transferido para o concelho de Coruche. A mudança aconteceu na sequência da rejeição das contas da Fundação Padre Tobias, onde integrava o conselho de administração, por parte do conselho fiscal. Os conselheiros alegam ter encontrado “várias irregularidades graves” que justificaram a rejeição das contas.Na missiva, os subscritores reconhecem os méritos do sacerdote que se traduziram no crescimento de participantes na eucaristia e na catequese. Referem também o surgimento dos grupos bíblicos e catecumenato (catequese de adultos) e o apoio aos grupos de jovens e ao agrupamento de escuteiros. Segundo o grupo, liderado por Anabela Libãnio, o pároco procedeu à reconstrução do Centro Paroquial de Samora Correia e apoiou a construção da Igreja dos Arados.Os paroquianos elogiam ainda “a simpatia, alegria e amizade” do padre e terminam o comunicado desejando as boas vindas as padres que o irão suceder. A missão sacerdotal será assegurada pelos dois padres que estão colocados em Benavente e um deles irá integrar o conselho de administração da Fundação Padre Tobias.

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