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Fuga de ácido não causou danos

Fuga de ácido não causou danos

Apesar do aparato que se gerou na fábrica da Rical, em Santarém

A fábrica da Rical, em Santarém, conheceu um aparato inusitado na manhã de sábado. Uma fuga de ácido clorídrico motivou a intervenção dos bombeiros. O derrame não causou problemas ambientais graves nem danos pessoais.

Edição de 29.09.2004 | Sociedade
Uma fuga de ácido clorídrico na fábrica de refrigerantes da Rical, na Portela das Padeiras, arredores de Santarém, libertou várias toneladas daquele produto químico mas não causou qualquer vítima ou dano ambiental grave. O derrame foi detectado por volta das 07h15 da manhã de sábado pelo segurança da fábrica que, de pronto, alertou as autoridades.Os Bombeiros Municipais de Santarém estiveram toda a manhã no local a neutralizar e estancar a fuga, tendo sido chamada também a unidade de controlo ambiental do Regimento de Sapadores de Lisboa - uma viatura equipada especificamente para fazer face a este tipo de situações. Ao todo estiveram na fábrica 16 bombeiros e cinco viaturas. Assim que chegaram ao local, e para dissipar a nuvem de fumo que entretanto se criara devido à reacção química originada pela libertação do ácido, os bombeiros descarregaram uma grande quantidade de água de forma a diluir o gás e evitar problemas para a população da zona.Apesar da fábrica se situar à entrada da zona industrial de Santarém, num raio de 50 metros há várias vivendas e mesmo uma urbanização com várias dezenas de fogos. Ao diluírem o gás, os bombeiros tentaram evitar que o mesmo causasse irritações cutâneas ou respiratórias na população, o que acabou por não se verificar uma vez que ninguém precisou de receber assistência médica. O facto de ser fim-de-semana e a empresa não estar a produzir nesse dia também ajudou a evitar mais problemas.Depois de contida a fuga, o reservatório foi esvaziado por precaução, tendo o ácido remanescente sido transferido para a Estação de Tratamento de Águas Residuais da própria unidade industrial, onde se assegurou a respectiva neutralização. No entanto, uma pequena parte do líquido foi parar à rede de esgotos e posteriormente a uma pequena ribeira que passa junto à fábrica, mas os vários testes de medição efectuados nesse curso de água não revelaram qualquer tipo de contaminação.O comandante dos Bombeiros Municipais de Santarém, Pedro Carvalho, explicou a O MIRANTE que a fissura foi estancada com almofadas pneumáticas e que nunca chegou a haver grande perigo para a população uma vez que a fuga foi detectada e controlada a tempo.
Fuga de ácido não causou danos

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