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Ministério do Ambiente empenhado no Alviela

Ministério do Ambiente empenhado no Alviela

Presidente da Junta de Vaqueiros recebeu garantias após reunião com assessora do ministro
Edição de 29.09.2004 | Sociedade
O presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros (Santarém) disse sábado à Agência Lusa que recebeu garantias do Ministério do Ambiente de que se empenhará na resolução da poluição do rio Alviela.Firmino Oliveira disse à Lusa que foi recebido na quarta-feira anterior, juntamente com o secretário da junta, por uma assessora do ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, numa reunião marcada por solicitação deste.Considerando que a reunião foi “positiva” e reflectiu um “máximo empenhamento”, o autarca afirmou ter sido informado de que o ministro contactou, no início da semana, as várias entidades que foram nomeadas para comissões de acompanhamento criadas em Fevereiro de 2003 e Fevereiro de 2004, para conhecer o resultado dos seus trabalhos.As comissões, recorda, tinham por função identificar uma solução técnica e economicamente sustentada para o sistema de tratamento de águas residuais de Alcanena, que trata os efluentes das indústrias de curtumes.O ministro terá dado um prazo até final do mês para conhecer as conclusões a que chegaram essas comissões, prometendo uma resposta aos autarcas nessa altura.As comissões foram criadas no sentido de ser encontrada uma solução que permita obter o financiamento necessário para corrigir as deficiências do sistema e para conclusão da infra-estrutura, bem como para assegurar a sua manutenção.A Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcanena é gerida por uma associação dos utilizadores do sistema – a Austra -, que integra a autarquia e os industriais, os quais asseguram não ter capacidade para assumir os avultados investimentos necessários.Depois de anos de luta contra a poluição química do rio, as populações ribeirinhas do Alviela assistiram no final dos anos 90 do século XX a uma recuperação que permitiu devolver vida àquele curso de água, não se conformando com a regressão a que estão a assistir e cujas culpas atribuem à degradação do sistema.Firmino Oliveira aproveitou para reafirmar junto da assessora do ministro a sua preocupação pela ausência de respostas sobre as análises toxicológicas ao peixe que sobreviveu à mortandade deste Verão, feitas no Laboratório da Inspecção Geral de Veterinária.Por outro lado, insistiu na necessidade de uma recuperação “integral” do rio, desde a ribeira dos Carvalhos (que transporta os efluentes da ETAR até ao Alviela) à foz (no Tejo), “atendendo à diversidade dos problemas em cada uma das freguesias que sofrem mais com a poluição”, ou seja, Vaqueiros, Pernes, S. Vicente do Paúl, Vale de Figueira e Pombalinho (todas no concelho de Santarém).Lusa
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