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Atrasos nos apoios asfixiam associações

Atrasos nos apoios asfixiam associações

Política cultural da Câmara de Santarém criticada na assembleia municipal

O atraso nos apoios aos agentes culturais por parte da Câmara de Santarém está a asfixiar a actividade artística, diz Vicente Batalha. Na última sessão da assembleia municipal o autarca da CDU criticou ainda o funcionamento do renovado Teatro Sá da Bandeira.

Edição de 01.12.2004 | Cultura e Lazer
A política cultural da Câmara de Santarém foi colocada em causa durante a discussão da adesão do município à Associação de Teatros Municipais em Rede, que decorreu na sessão da assembleia municipal de 25 de Novembro. A proposta passou com apenas três abstenções, mas Vicente Batalha, da bancada da CDU, não poupou críticas à autarquia.O autarca, que também é actor de teatro e encenador, diz que o atraso no pagamento de subsídios e outros apoios às associações culturais por parte do município “asfixia tudo e todos”.Vicente Batalha questionou ainda “como pode uma cidade capital de distrito contentar-se com um teatro municipal de 202 lugares, sem dimensão nem defesa?”. “Onde está a tal âncora para a animação e vivificação do centro histórico da cidade? Com um teatro que funciona mal, sem estratégia, de improviso, um albergue espanhol onde cabe tudo e mais alguma coisa?”, acrescentou.O processo do Teatro Rosa Damasceno também não foi esquecido. A venda da casa de espectáculos pelo Club de Santarém a uma empresa de construção já se consumou mas Vicente Batalha pediu explicações. “O que é feito do processo do Teatro Rosa Damasceno? Morto e enterrado sem uma palavra? Feito esquecido, por negligência ou incúria, e sem se dizer nada a ninguém?”, atirou antes de defender que “tudo deve ser feito para o integrar nesta nova rede de teatros municipais”.Leonel Martinho do Rosário (PS) não pintou o cenário cultural da cidade de cores tão negras como Vicente Batalha e referiu que há poucas cidades com tanta actividade cultural como Santarém.A adesão à rede acabou por merecer a concordância da assembleia – registaram-se apenas duas abstenções do PSD e uma da CDU - , apesar de tanto Batalha como Vítor Varejão (PSD) terem levantado dúvidas relativamente aos números avançados. A proposta prevê um orçamento global de 200 mil euros em despesas anuais de programação e mais 135 mil em custos de funcionamento, onde se enquadram as despesas com pessoal, assessorias, divulgação e publicidade, entre outras. A Câmara de Santarém deverá entrar com uma verba de 49 mil euros em 2005.O projecto Teatros Municipais em Rede engloba vários municípios da Região de Lisboa e Vale do Tejo. Foi elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela Câmara de Santarém e que integrou ainda as autarquias de Abrantes, Alcobaça, Palmela e Sintra, como efectivas, e de Almada, Cartaxo, Entroncamento e Torres Vedras como suplentes.Pretende ser um espaço de divulgação e de circulação de propostas artísticas e culturais oriundas dos vários concelhos aderentes. A rede quer começar a sua actividade já no início do próximo ano. Vai ser entregue uma candidatura ao Programa Operacional de Cultural para obtenção de financiamento de parte da programação.Os municípios aderentes vão proceder à aquisição conjunta de espectáculos e garantir uma utilização mais eficiente das suas salas de espectáculos.
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