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O melhor foi a derrota do Marinhense

O melhor foi a derrota do Marinhense

Rio Maior assumiu o comando da Série D após um empate com o Mirandense

Mesmo com uma exibição pouco mais que sofrível frente ao Mirandense, o Rio Maior chegou finalmente ao comando da Série D da terceira divisão nacional, aproveitando a derrota do Marinhense em Soure. Com cinco lesionados e alguns jogadores fora de forma, os riomaiorenses ainda enviaram duas bolas ao poste mas não conseguiram melhor que um empate sem golos.

Edição de 01.12.2004 | Desporto
O União de Rio Maior empatou este domingo sem golos com o Mirandense, em jogo a contar para a 12ª jornada da Série D do Campeonato Nacional da Terceira Divisão. Uma partida em que os riomaiorense se apresentaram desfalcados de alguns habituais titulares e em que só tinham três suplentes do banco.Com Sérgio Mendes, Semeano, Pedro Fonseca e Paulo Cardoso lesionados e sem Bruno Brito e Boris, que deixaram o clube rumo a outras equipas, o treinador António Pereira viu-se obrigado a recorrer ao júnior Godinho para a frente de ataque, uma alternativa que nunca resultou.Mas a culpa não foi apenas do jovem avançado. Hugo Rafael, Amadeu, Ramalho e Rui João, jogadores bem mais consagrados, estiveram a anos luz do que rendem habitualmente.A primeira parte do jogo foi uma verdadeira pasmaceira, com o jogo repartido pelos dois meios campos, sem que os guarda-redes fossem chamados a grandes intervenções. O lance mais perigoso aconteceu aos 24 minutos, com Amadeu a cabecear ao lado na sequência de uma bela jogada individual de Travassos, o melhor em campo.De resto, houve a registar apenas as lesões na equipa visitante. O guarda-redes Hélio fracturou um dedo num lance em que tentou socar a bola e acabou por acertar na cabeça de um colega, enquanto o médio Sopas também teve de ser substituído com uma lesão na perna.A única novidade da segunda parte foi o aumento da pressão do Rio Maior, que dispôs então de várias oportunidades de golo, todas desaproveitadas pelos seus jogadores mais ofensivos. Aos 11 minutos Ramalho desmarcou Travassos, que foi desarmado na altura do remate. A bola sobrou para Amadeu, que rematou de primeira mas a bola passou muito por cima do travessão.Ao quarto de hora, Ramalho aproveitou a hesitação entre o guarda-redes e um defesa, ganhou a bola, fez o chapéu, mas a “aba” saiu demasiado larga, a rasar a barra.À entrada dos últimos vinte minutos, sem soluções no banco, o treinador do Rio Maior fez avançar o central Ferreirinha para ponta de lança e a equipa melhorou a sua produção ofensiva. Aos 38 minutos o defesa adaptado ganhou uma bola perdida pela direita, foi à linha de fundo cruzar rasteiro para Travassos que rematou de primeira, com o guardião adversário a defender de recurso e a bola ainda a beijar o poste.Já nos descontos, foi a vez de Ruas ir à linha e cruzar para Ferreirinha, com este a rematar ao poste, quando estava a apenas dois metros da baliza.O jogo terminou com um empate a zero bolas, resultado que castigou a inoperância ofensiva do Rio Maior e premiou a organização defensiva do Mirandense, que passou todo o segundo tempo remetido no seu meio campo, mas conseguiu lavar um ponto na bagagem.O trio de arbitragem errou demasiadas vezes para merecer um comentário positivo. Do mal o menos e errou para os dois lados.Treinador do Rio Maior revela sinais de insatisfação“Somos candidatos é a não descer de divisão”Apesar da sua equipa, à 12ª jornada, ter ascendido à liderança da Série D, o treinador do Rio Maior, António Pereira, continua a dizer que a sua equipa luta é por não descer de divisão. Não vamos falar em candidatos com 13 jogadores. Ando a dizer isto desde o início. Queriam que eu dissesse que éramos candidatos mas hoje viram o banco, por isso não queiram que diga que somos candidatos. Candidatos a quê: só de for a não descer de divisão”, afirmou o técnico.“As pessoas (da direcção) não se mexem e hoje tivemos aqui a prova provada que somos candidatos a não descer de divisão”, acrescentou o treinador, negando quaisquer responsabilidades na reformulação do plantel. “Isso é com a comissão administrativa. Eu limito-me aos treinos e a fazer a equipa”, referiu.Respondendo às críticas de alguns sócios, que questionaram alto e em bom som porque é que não tinha chamado juniores para completar as vagas em aberto, António Pereira apresentou uma justificação no mínimo estranha para um treinador que está no clube há cerca de um ano.“Os juniores são hipóteses para quê, se eu nem sequer os conheço. Vou por cinco juniores no banco para as pessoas ficarem satisfeitas? Isso é uma mentira e uma palhaçada e eu não entro nisso. Só chamo jogadores quando os conheço”, completou.Mais satisfeito estava o treinador do Mirandense. João Pereira referiu que empatou com uma equipa candidata à subida de divisão e considera que os seus jogadores estiveram muito bem. “Não demos espaços e tentámos o contra-ataque. Penso que o empate acaba por ser justo pela forma como nos batemos”, afirmou, acrescentando que, em seu entender, “o Rio Maior não fez tudo para ganhar o jogo”.Analisando as capacidades da sua equipa, João Pereira diz que tem um onze que lhe dá garantias para fazer um bom campeonato mas em 34 jogos as dificuldades são enormes. “Se tivéssemos o plantel completo, penso que o jogo seria mais equilibrado porque a minha equipa joga em qualquer campo de olhos nos olhos”, concluiu.
O melhor foi a derrota do Marinhense

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