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Santarém quer unidade para desobstrução de artérias

Santarém quer unidade para desobstrução de artérias

Pedido feito pelo director do serviço de medicina durante a visita do ministro da Saúde ao hospital

O director do Departamento de Medicina do Hospital de Santarém pediu ao ministro da Saúde a instalação de uma unidade hemodinâmica no distrito, para evitar a deslocação dos doentes do coração a Lisboa sempre que é preciso fazer a desobstrução de artérias coronárias.

Edição de 01.12.2004 | Sociedade
A instalação de uma unidade hemodinâmica no distrito de Santarém é um objectivo do Hospital de Santarém, comunicado no dia 24 de Novembro ao ministro da Saúde. Se o equipamento já existisse evitava-se o transporte de doentes para outros pontos do país visando a desobstrução de artérias coronárias.O ministro Luís Filipe Pereira ouviu a pretensão durante a inauguração da urgência pediátrica, novo laboratório de análises e unidade coronária do hospital. Um investimento de cerca de um milhão de euros (ver caixa). O caso foi exposto pelo director do Departamento de Medicina do Hospital de Santarém, no qual se inclui o serviço de cardiologia, João Bispo.Para o médico a instalação desta unidade no distrito é importante por duas razões essenciais: o aumento da qualidade de vida dos doentes, que são encaminhados de Santarém para hospitais de Lisboa; e a fixação de mais profissionais de saúde na região. Segundo João Bispo esta valência só pode avançar em parceria com outras unidades hospitalares, como a do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Já que um equipamento destes só é “rentável” se tiver um grande volume de utentes com esta doença coronária a que geralmente se chama obstrução das artérias sanguíneas. João Bispo explica ainda que quantas mais intervenções desse género forem feitas mais aptos ficam os médicos e mais apuradas se tornam as técnicas. João Bispo considera que nos hospitais do distrito, em conjunto, há meios humanos suficientes para a concretização desta ideia. Falta só o dinheiro e a concertação entre as unidades hospitalares. O médico sublinha que o local onde possa ficar instalado o serviço não é o mais importante, comentando que este deve ficar “onde existirem melhores condições”.Questionado por O MIRANTE, o ministro da Saúde mostrou-se receptivo à ideia, mas admitiu que a sua concretização “não se prevê que possa ocorrer a curto prazo”. Luís Filipe Pereira avisou ainda que o “serviço só vive se atrair profissionais de qualidade”.Novos serviços para melhorar a qualidadeA unidade coronária, a urgência pediátrica e o novo laboratório de análises custaram cerca de um milhão de euros. Um investimento que, como referiu o presidente do conselho de administração do Hospital de Santarém, Edgar Gouveia, visa aumentar a oferta e a qualidade dos serviços prestados aos utentes. O maior investimento foi o da Unidade de Cuidados Coronários, instalada no sétimo piso do edifício, onde se gastaram 500 mil euros. A unidade entrou em funcionamento em Setembro, com equipamento para uso exclusivo do serviço, nomeadamente ecocardiógrafo e um ventilador. Possui ainda equipas próprias de profissionais, dotando-a de uma maior autonomia e capacidade de resposta. A urgência pediátrica era uma lacuna do hospital desde a sua construção na década de 80. É que o estabelecimento de saúde entrou em funcionamento em finais de 1985 sem um espaço próprio para os utentes até aos 14 anos. Até agora as crianças em situação de urgência eram atendidas num pequeno gabinete à entrada das urgências gerais. Este novo espaço, que custou cerca de 400 mil euros, inclui salas de triagem, emergência, observação e internamento de curta duração. Esta com capacidade para quatro camas. Há ainda gabinetes de consulta e sala de espera própria com capacidade para 20 lugares. Os cem mil euros investidos na reabilitação do laboratório de Patologia Clínica vieram possibilitar uma maior rapidez na realização de análises e criar melhores condições para utentes. Antes, as pessoas tinham que esperar pela sua vez de pé e em jejum. Agora há uma sala de espera moderna e também vários gabinetes para fazer as colheitas, o que reforça a capacidade de resposta.
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