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Contra a força não há resistência

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Fátima goleou Vilafranquense (4-0) com um bis de Borges

Dois golos de Borges, um de Pimenta e outro de Antero deram uma expressiva vitória ao Fátima sobre o Vilafranquense. Mas os anfitriões só conseguiram abrir a “lata” depois do intervalo. O Vilafranquense revelou-se uma equipa limitada, por uma crise financeira, que diminui as opções do seu treinador, obrigado a colocar a jogar jogadores da equipa de juniores, e se em termos atacantes quase não existiu, também se foi desmoronando na defesa com o passar dos minutos.

Edição de 07.12.2004 | Desporto
Apontada actualmente como uma das equipas com mais capacidade para lutar pelos lugares cimeiros da segunda divisão B, o Fátima fez jus a esse estatuto e goleou o Vilafranquense por 4-0 no encontro disputado no feriado de 1 de Dezembro. O médio Borges esteve em grande destaque, rubricando dois dos quatro golos da partida.Por seu lado, o Vilafranquense, com um plantel muito reduzido e com muitos juniores, tentou fazer uma partida segura, enervando bastante os anfitriões, mas um golo logo a abrir a segunda parte estragou tudo. O começo de partida, com muita chuva, mostrou um Vilafranquense bem afoito, os seus jovens jogadores “com sangue na guelra” mostraram-se dispostos a jogar o jogo pelo jogo. Mas isso foi sol de pouca dura. A equipa de Fátima logo começou a mandar na partida. O Fátima dominava mas só a espaços chegava com verdadeiro perigo à baliza de João Godinho. Alex, aos 20 minutos, rematou de fora da área para defesa apertada do guarda-redes. Perto da meia hora foi Dino a atirar ao lado depois de alguma confusão na área. Mas até ao intervalo os comandados de Carlos Pedroso resistiram bem e saíram para os balneários sem sofrer golos.A vantagem para os da casa chegou um minuto depois do descanso. Borges, no sítio certo, viu como uma bola sobrou para si e, à segunda tentativa, bateu João Godinho, para o 1-0, que nem chegou a ter emoção pois a bola não fez abanar as redes. Foi o árbitro assistente que deu sinal de golo ao seu chefe de equipa.Os visitantes procuraram reagir e acercar-se mais da área de Pedro Duarte mas o melhor que conseguiram foi um disparo de livre de Carlitos que o guardião defendeu com atenção. O 2-0 chegou aos 55minutos através de uma reposição de bola em jogo pelo guarda-redes Pedro Duarte, que Alex desviou de cabeça, para isolar Pimenta, que à saída de João Godinho lhe fez um chapéu de aba larga. Cinco minutos depois (60’) Borges voltou a fazer mossa, correspondendo com um cabeceamento certeiro a um livre cobrado por Morgado, para o 3-0. Resultado que foi avolumado por Antero, a oito minutos dos 90, com um forte remate de fora da área, sem hipóteses para João Godinho.Até final o Fátima ainda desperdiçou mais uma ou duas oportunidades de golo, e o Vilafranquense ficou reduzida a dez unidades, quando aos 85 minutos o guarda-redes João Godinho foi expulso por vir fora da área defender com as mãos.Solidariedade para o conjunto do VilafranquenseO Fátima venceu o Vilafranquense de forma folgada e o técnico da equipa, Paulo Torres, considerou a vitória como natural, fruto da supe-rioridade da sua equipa. Mas não foram favas contadas. “A dignidade com que a equipa do Vilafranquense se bateu dificultou a nossa vitória”, disse Paulo Torres.Aliás, o técnico do Fátima, antes de comentar o jogo, fez questão de mostrar a sua solidariedade para com o grupo de trabalho do Vilafranquense, que passa por uma crise financeira muito grande. “Sei o que isso é e não quero deixar passar esta ocasião para unir todo o grupo, jogadores, treinadores e dirigentes num abraço de solidariedade”, referiu Paulo Torres.Quanto ao jogo, o treinador do Fátima, referiu que o facto de não ter havido golos na primeira parte, se ficou a dever à forma como o Vilafranquense se bateu. “Não teve nada a ver com a derrota pesada que sofremos em São João da Madeira, porque o que aí se passou foi tudo menos futebol, foi um bom cozinhado à portuguesa. Aqui houve apenas futebol”, garantiu.
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