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Espectáculos da câmara devem ser pagos

Edição de 08.12.2004 | O Mirante dos Leitores
No dia do aniversário do concelho do Entroncamento a câmara municipal apresentou um espectáculo de magia com Luís de Matos no cine-teatro S. João. Uma coisa à borla como acontece em muitos outros espectáculos. Não fui porque me arriscava a ficar à porta uma vez que adivinhava que a sala iria estar cheia e quem chegasse primeiro, primeiro entrava.Fiz bem. Afinal a coisa era à borla mas a câmara tinha decidido – eu não soube antecipadamente – distribuir bilhetes. Ou seja, se tenho ido ficava mesmo à porta independentemente de chegar com duas ou três horas de antecedência.Uns dias depois li uma entrevista com o senhor presidente da câmara, n’ O MIRANTE, em que ele se insurgia contra o facto dos seus opositores defenderem sempre preços sociais para taxas e impostos e dizia que tinha que se acabar com a filosofia de ser tudo gratuito. Ora bem, pensei eu. É altura de alguém o alertar para a necessidade dos espectáculos que a autarquia contrata começarem a ser pagos. E aqui estou eu a fazê-lo. Quando vou ao cinema pago bilhete e o mesmo acontece quando vou ao teatro, a concertos e a exposições, etc, etc. Seja em Portugal, seja no estrangeiro. Porque é que no Entroncamento as coisas têm que ser diferentes?Nunca gostei de borlas, não vou a correr quando há promoções nos supermercados e não tenho cartão de cliente de nenhuma loja para obtenção de descontos. Se calhar sou maluca mas é assim que sou. E gostava de ir a alguns espectáculos promovidos pela câmara municipal. Se a câmara achar que deve oferecer convites a pessoas que tenham dificuldades financeiras, ou a pessoas que queira distinguir, compreendo. Agora esta coisa de ser tudo à borla só desvaloriza as iniciativas. Clara Guedes

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