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A freguesia que foi herdade

A freguesia que foi herdade

Branca aguarda por mais desenvolvimento

A Branca é uma freguesia adequada a quem procura a calma do ambiente campestre. Falta um conjunto de equipamentos na área da saúde, saneamento e melhores acessibilidades para satisfazer totalmente os seus habitantes.

Edição de 08.12.2004 | O poder local aqui tão perto
Branca é uma freguesia com cerca de 3.500 habitantes dispersos por quatro lugares, Foz das Torres, Pelados, Figueiras e Arriça, além da sede de freguesia. Situa-se a cerca de 17 quilómetros a sul de Coruche, a sede de concelho, envolvida por uma paisagem onde predomina o montado de sobro, o pinheiro e o eucalipto.Apesar de ser uma localidade pacata, Branca atraiu o comércio, alguns serviços e indústria. As actividades económicas da freguesia estão centradas na agricultura, na exploração de madeiras, fábricas de cogumelos – que abundam -, possuindo alguma dinâmica comercial.Na Branca há quatro ou cinco cafés, minimercados, dois dentistas, uma farmácia, peixaria, talho, loja de electrodomésticos. Em Figueiras há restaurantes e algum movimento, fruto da passagem da Estrada Nacional (EN) 251.A freguesia designa-se de Branca porque toda a sua área fez parte da herdade da Branca, que tinha o nome da pro-prietária. A terra foi aforada no final do século XIX, a população cresceu a deu origem a um extenso aglomerado junto à estrada. Em 1984 foi formalmente criada a freguesia. Apesar da forte ligação a uma via de comunicação, as acessibilidades são um problema bem presente, com o presidente da junta, Francisco Godinho, a garantir que 95 por cento da área da freguesia ainda é servida por estradas de terra batida. “Apenas um troço de cinco quilómetros de ligação a S. Torcato está pavimentada”, assegura, recordando o compromisso da Câmara de Coruche em fazer, pelo menos, cinco quilómetros de estradas nas freguesias.Umas das duas estradas de acesso à Branca pelo lado de Coruche encontra-se em péssimo estado, com veios que sulcam o alcatrão, lombas e buracos. A EN 251 não está nas prioridades do IEP para 2005, mas continua a ser o principal acesso à Branca.Numa freguesia extensa (117 km2) o saneamento básico é outro problema por resolver. A construção da ETAR deveria estar concluída até final do corrente ano e já teve três localizações previstas, mas encontra-se dependente da negociação entre a câmara e o proprietário. Francisco Godinho espera que tudo se venha a resolver em 2005.No capítulo da saúde, o autarca também não tem motivos para estar satisfeito. A população está carenciada de um médico, até porque o Centro de Saúde de Coruche está quase a 20 quilómetros de distância. “Temos uma sala na junta pronta a funcionar como extensão de saúde há seis anos e aprovada pela delegação de saúde, mas faltam médicos. As pessoas com poucas posses têm que fazer à moda antiga e sair na carreira das sete da manhã para Coruche, levar o farnel e esperar pelo autocarro, que só regressa às 17 horas”, explica.Para si, o ideal seria contar com um médico uma ou duas vezes por semana mas não há interessados em trabalhar na freguesia. Apesar de considerar que o equipamento poderia servir também as freguesias vizinhas de Santana do Mato e Biscainho.A maior reivindicação de Francisco Godinho no que respeita às famílias é uma creche, dado haver uma lacuna de equipamentos para crianças até aos dois anos. Muitos pais trabalham fora da freguesia e do próprio concelho e não têm possibilidades de cuidar das crianças.A escola de Pelados tem, segundo o autarca, as condições ideias para ser reaproveitada para aquele fim. Uma comissão está a trabalhar no assunto mas a sua concretização depende de acordo entre a Câmara de Coruche e a Segurança Social. De resto, existe um ATL, jardim-de-infância e escola primária.Com a população da freguesia a envelhecer, a necessidade de um centro de dia com melhores condições é outra das prioridades. O actual espaço, aproveitado de uma moradia, apenas alberga cerca de 12 utentes, com Francisco Godinho a considerar que se torna necessário dispor de um equipamento com capacidade para cerca de 50 idosos. Existe um terreno junto ao centro actual que pode ser aproveitado para fazer o alargamento do equipamento. A obra está dependente da negociação entre a Câmara de Coruche e o proprietário, para que este possa fazer o loteamento noutro local.A capela da Branca e a herdade Figueiras, além de várias casas senhoriais, são alguns dos motivos de interesse da Branca em termos patrimoniais e turísticos. Além do seu ambiente natural. A dinâmica associativa da freguesia é interessante, contando com o Rancho Folclórico da Branca, Juventude União Figueirense, Fazendas das Figueiras, Associação Recreativa de Fazendas da Arriça e a Associação de Caçadores “Os Branquenses.O U. Figueirense, a militar na I Divisão Distrital de Santarém e o Fazendas das Figueiras, na série G do Cam-peonato do Inatel, têm representado bem a freguesia no capítulo desportivo.
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