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Crianças com tecto e sem cama

Crianças com tecto e sem cama

Centro Infantil de Acolhimento Temporário de Vialonga pode abrir sem mobiliário
Edição de 08.12.2004 | Sociedade
O Centro de Acolhimento Temporário de Crianças de Vialonga vai abrir no início da segunda quinzena de Dezembro mas arrisca-se a não ter o mobiliário. O presidente da Junta de Freguesia e da instituição, Manuel Valente lançou o alerta, a pouco dias da abertura.A poucos dias da data prevista para a abertura, faltam camas, mesas, cadeiras e muito material essencial no Centro de Acolhimento Temporário de Crianças de Vialonga (CATCV). O equipamento de apoio a crianças e jovens em risco na freguesia de Vialonga, situado na urbanização Olival de Fora, está pronto desde Julho de 2002 e desde então está fechado e a ganhar pó. O executivo municipal de Vila Franca de Xira visitou o equipamento, na segunda-feira, e ficou desapontado com o vazio que encontrou.“Está por definir a comparticipação de 50 por cento a cargo da Segurança Social para a aquisição de equipamentos necessários para o funcionamento do centro. Pelos vistos as crianças não vão ter onde dormir”, avisou o presidente da Associação para o Bem-Estar Infantil de Vialonga, Manuel Valente. O líder da associação que deu forma ao projecto é também presidente da junta de freguesia.Segundo o responsável, nunca houve dinheiro para o acordo de cooperação a estabelecer com a Segurança Social. O protocolo só vai ser assinado no final do ano. “Em 2005 será um acordo efectivo, mas não irá permitir realizar um trabalho com a dignidade que merece, já que prevê a atribuição de 620 euros por criança, o que é comido com os custos com pessoal”, assegura Manuel Valente.Crítico, o dirigente considerou que os atrasos resultam de um política de restrições levada a cabo pelo Governo. “Não se trata de uma questão de dinheiro mas de prioridades, comparando o investimento em submarinos e armas em vez de o fazer na educação”.Uma posição corroborada pela presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira que recordou que “houve muitas hesitações da administração central no processo”.O centro de acolhimento terá capacidade para acolher 20 crianças e custou cerca de 300 mil euros. O edifício foi inaugurado em Julho de 2002 e as crianças ficam isentas de qualquer pagamento. O centro irá receber crianças e jovens enviados pelos tribunais, pelas comissões de protecção de crianças e jovens em risco e pela segurança social.
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