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Vila Franca quer variante ferroviária

Vila Franca quer variante ferroviária

Refer sugere corredor paralelo à auto-estrada
Edição de 08.12.2004 | Sociedade
A construção de uma variante ferroviária entre o Norte de Alhandra e o Norte de Vila Franca com um corredor paralelo à auto-estrada do Norte (A1) foi a última proposta da Refer para resolver o problema da insegurança e o impacto da linha na cidade de Vila Franca. A proposta agradou à câmara, mas exige um investimento da ordem dos 175 milhões de euros que o Governo não quer assumir.A solução proposta prevê a possibilidade de se incorporar também a passagem de comboios de alta velocidade (TGV) neste projecto. Um argumento que alguns autarcas consideram de peso para convencer a administração central e acabar com o impasse que se arrasta há mais de dez anos. Tudo porque não existem terrenos disponíveis que permitam a quadriplicação da linha do Norte na travessia da cidade. O estudo encomendado pela Refer permite concluir que existem condições técnicas e físicas para construir uma variante com cerca de cinco quilómetros através das encostas situadas a Oeste da A1. O percurso estudado começa a sul da fábrica da Cimianto, segue em direcção à Auto-Estrada e continua num corredor paralelo à A1 até Norte do Bairro da Mata. Depois passa entre o bairro do Bom Retiro e a urbanização da Quinta da Mina e segue até à encosta do Monte Gordo onde volta a flectir para o lado do Tejo com uma ligação à linha existente a norte da Ponte Marechal Carmona. Segundo a presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, a proposta “tem grandes benefícios para a cidade” porque liberta o actual corredor ferroviário e permite a requalificação dum espaço nobre da cidade. A hipótese do túnel é outra alternativa preconizada pelos autarcas que rejeitam limiarmente a quadriplicação ou mesmo a triplicação da via férrea. Os eleitos de Vila Franca consideram que esta solução teria graves implicações no Jardim Municipal Constantino Palha e nos edifícios mais próximos. “Iria agravar o efeito de barreira que a linha-férrea já provoca no interior da cidade”, referiram. Questionada sobre o impacto ambiental da solução em variante, a presidente da câmara afirmou que poderá ser minimizado com o envolvimento de troços da linha com materiais que evitem a propagação do ruído e os incómodos para os vizinhos da linha.Entretanto a Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou a constituição de uma Comissão Eventual para Acompanhar o Desenvolvimento de Projectos Ferroviários no Concelho. O grupo integra três eleitos do PS, dois da CDU e um do PSD e deverá aprofundar e discutir as propostas em análise com a câmara, a Refer e o Ministério das Obras Públicas.
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