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Defesa de manteiga

Defesa de manteiga

Fazendense bateu-se de igual para igual mas foi goleado pelo Cartaxo
Edição de 15.12.2004 | Desporto
As duas equipas ribatejanas que actuam nos campeonatos nacionais e que estão em posição mais complicada na classificação defrontaram-se este domingo nas Fazendas de Almeirim, com o Cartaxo a levar de vencida a equipa local por um concludente 4-1. Ao contrário do que o resultado possa mostrar, a diferença de futebol entre as duas equipas não foi muito grande, ao contrário da eficácia e aproveitamento.A defesa do Fazendense começou a dar “baldas” logo aos dez minutos. Gabriel, extremo-esquerdo do Cartaxo, movimentou-se como quis entre três jogadores adversários e acabou por ser derrubado dentro da área um tanto infantilmente por Koeman, um médio centro adaptado a defesa central. Na cobrança do castigo máximo, Hugo não deu hipóteses a João Paulo.O Fazendense reagiu bem, partiu para cima do adversário e dominou praticamente toda a primeira parte. Xana, Jorge Matias e Joel eram os jogadores mais em evidência, com Licá a mostrar dotes na cobrança de lances de bola parada.O guarda-redes do Cartaxo passou então a ter uma tarde complicada. Aos 18 minutos Xana apareceu isolado, mas Peter deu o corpo à bola e afastou o perigo. Seis minutos depois, num dos livres com selo de golo de Licá, o guardião cartaxeiro voltou a mostrar serviço, defendendo uma bola que ia entrar mesmo ao ângulo superior direito da sua baliza.Mas o tempo ia passando e o Fazendense não marcava. A última jogada de grande perigo na primeira parte foi mais um livre de Licá, aos 40 minutos. O esquerdino do Fazendense cruzou perfeito para a cabeça de Sérgio que cabeceou ao ferro da baliza de Peter.O intervalo fez bem ao Cartaxo, que regressou mais pressionante, reduzindo os espaços concedidos aos adversários. Mas o primeiro lance a registar foi uma agressão de Nimês, que quatro minutos depois de entrar agrediu Fábio, num lance em que devia ter ido imediatamente tomar banho.Aos treze minutos, o Cartaxo aumentou a vantagem. Hugo aproveitou um desentendimento entre Matias e Koeman, ganhou o ressalto e desviou para o fundo da baliza.Ainda assim o Fazendense não desistiu e reduziu pouco depois, com o árbitro a sancionar um empurrão a Koeman dentro da área do Cartaxo. Jorge Matias não perdoou e voltou a colocar a sua equipa na discussão da partida. E o empate esteve perto. Dois minutos depois, Xana teve um momento brilhante e assistiu Renato, que atirou ao poste da baliza de Peter.Quem não mata, morre e, passados mais dois minutos, Sequeira entrou bem pela esquerda e cruzou para Hilário que, sem qualquer marcação dos adversários, fez o que quis com a bola, estabelecendo o 3-1.O golpe de misericórdia surgiu aos 76 minutos. Gabriel bateu um livre do lado esquerdo, Fred deu um pequeno toque para Nimês que face à passividade da defesa da casa fez o 4-1 completamente à vontade. Alguns adeptos do Fazendense criticaram duramente o guarda-redes João Paulo, por este não se ter saído, mas foram críticas injustas porque o guardião não teve culpa de nenhum dos três primeiros golos e, neste último, foi tão responsável como os colegas da defesa, que se ficaram a marcar uns aos outros.A vitória do Cartaxo, embora por números excessivos, aceita-se perfeitamente, num jogo em que foi a equipa mais adulta em campo. O Fazendense tem apenas de se queixar de si próprio. O trio de arbitragem não se notou, à excepção da não expulsão de Nimês após uma agressão bem visível.
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