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“Ciclo de ouro” não convence oposição

Maioria socialista aprovou plano e orçamento da Câmara do Cartaxo para 2005

A conclusão das obras do cine-teatro e do estádio municipal são dois dos investimentos que a Câmara do Cartaxo considera prioritários em 2005. O orçamento de 10 milhões de euros, o maior de sempre, não convenceu a oposição.

Edição de 15.12.2004 | Política
O plano de actividades e o orçamento da Câmara Municipal do Cartaxo para 2005 foram aprovados no dia 9 pela maioria socialista, que considera os documentos elaborados “sob o signo do rigor”, aliando o acréscimo de investimento com a contenção das despesas correntes. Mas os dois vereadores do PSD, que votaram contra, têm um entendimento completamente diferente e acusam a gestão socialista de despesismo e de “continuar a caminhar para o desastre financeiro”.O investimento de dez milhões de euros – o maior da história do município - previsto pela equipa liderada pelo socialista Paulo Caldas aposta na “conclusão de grandes obras já ambicionadas há décadas”. Com destaques para o cine-teatro municipal, o estádio municipal e a alameda norte da cidade, para além de um conjunto de investimentos “repartido de forma equilibrada pelas oito freguesias”.O plano e o orçamento contemplam ainda um conjunto de projectos inéditos apresentados pela câmara à administração central, como a nova esquadra da PSP do Cartaxo, o viaduto de Santana e o nó directo de acesso à A 1. Uma panóplia de projectos que leva o presidente da Câmara do Cartaxo a dizer que se está perante “um ciclo de ouro”, pois, desde 2000, o investimento anual do município nunca ultrapassou os cinco milhões de euros.Os argumentos expendidos por Paulo Caldas não foram suficientes para convencer os social-democratas, que na sua declaração de voto dizem que os documentos “mantêm a mesma tendência negativa de anos anteriores”. Entre as críticas lançadas, apontam o crescimento das despesas correntes em 17,2%, o que equivale a 1,6 milhões de euros.A “marcha para o abismo” e o “desperdício de recursos financeiros”, dizem os vereadores do PSD, são ilustrados pela previsão de gastos da câmara com publicidade e horas extraordinárias em 2005. Vasco Cunha e Luísa Pato dizem que o crescimento da verba prevista para publicidade é de 102,5%, correspondente a um montante global de 364 mil euros. E que as horas extraordinárias têm uma verba contemplada de 262 mil euros, que equivale a um aumento de 44% nessa rubrica.Os vereadores do PSD discordam ainda da estratégia de investimento preconizada pelos socialistas. Dizem que não foi contemplada a sua proposta para a construção de piscinas na EB 2/3 de Pontével nem há “um significativo impulso” por parte da câmara para avançar com a construção do edifício sede da Associação Humanitária de Pontével. Vasco Cunha e Luísa Pato acrescentam ainda, entre outros exemplos, que não há qualquer evolução no que toca à edificação do pavilhão municipal de desporto ou do arquivo municipal nem foi assumida pelo PS a proposta do PSD para a construção de equipamentos desportivos em Lapa e Vale da Pedra.

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