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Câmara de Tomar já tem acesso às obras do estádio

Edição de 15.12.2004 | Sociedade
A juíza do Tribunal Judicial de Tomar concedeu à câmara autorização para os camiões pesados adstritos à obra de requalificação do estádio municipal passarem pelos terrenos da fábrica de fiação.Apesar da decisão do tribunal, o presidente do município confirmou a O MIRANTE que os terrenos da fábrica de fiação só deverão ser utilizados em último caso. Isto porque, com toda a polémica que envolveu as alternativas propostas pela autarquia, o tempo foi passando e possibilitou que a obra do pavilhão municipal, em fase final de construção, deixasse livre um acesso precioso ao estádio.É caso para dizer que, desta vez, a câmara decidiu jogar pelo seguro. E na mesma altura em que a juíza decidia se autorizava ou não a passagem pelos terrenos da fábrica, camiões deitavam tout venant para fazer o acesso provisório ao estádio. O presidente do município admitiu que o acesso poderia ser melhor, já que os camiões têm de passar também por cima da cave do parque de estacionamento, embora de “uma forma muito ligeira”.Mais tarde, diz o autarca, quando tiverem de ser feitos os arranjos exteriores do parque de estacionamento, a autarquia equacionará então a passagem pelos terrenos da fábrica, tendo já a devida autorização do tribunal.Uma autorização dada na sexta-feira, após uma visita ao local, em que a juíza decidiu deixar os camiões pisarem a calçada antiga e permitiu uma abertura no muro da fábrica para os veículos poderem aceder à obra.Entre as condicionantes ditadas pela juíza está a velocidade máxima permitida aos camiões dentro do recinto (cinco quilómetros hora), a interdição à entrada de pessoas nos terrenos da fábrica e a obrigatoriedade de a câmara repor todos os possíveis danos causados pela passagem de veículos pesados.O liquidatário judicial ficou com carta branca para negociar, sob estas condições, com a autarquia, o que levou a comissão de credores a tomar uma decisão drástica, pedindo a destituição do liquidatário enquanto gestor da massa falida.“Ao concordar com a posição da câmara o senhor liquidatário não está a zelar pelos interesses dos credores, que é para isso que é pago”, refere um membro da comissão, adiantando ainda que a comissão vai também interpor recurso contra a decisão de juíza, por considerar que ela não foi fundamentada.

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