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Clubes acertam contas com o fisco

U. Almeirim, U. Santarém, U. Tomar e Torres Novas acordam planos de pagamento

Uma reunião entre responsáveis ao mais alto nível da Associação de Futebol e da Direcção de Finanças de Santarém abriu portas para a resolução do problema das dívidas de alguns clubes ao fisco. Torres Novas, U. Almeirim, U. Santarém, e U. Tomar vão pagar em prestações. O acordo deverá ser formalizado dentro de dias.

Edição de 22.12.2004 | Desporto
União de Almeirim, União de Santarém, União de Tomar e Torres Novas estão prestes a acordar com o estado o pagamento em prestações das suas dívidas ao fisco, que, em conjunto, ascendem a cerca de 400 mil euros.O acordo resulta de uma reunião ocorrida a 7 de Dezembro entre os mais altos responsáveis da Associação de Futebol de Santarém (AFS) e da Direcção Distrital de Finanças de Santarém, onde o presidente do organismo que tutela o futebol no distrito expôs um conjunto de preocupações relativas às inspecções a que os clubes da região têm sido sujeitos nos últimos meses.O presidente da AFS, Rui Manhoso, que esteve acompanhado pelo director Financeiro da Federação Portuguesa de Futebol, Leonel Pontes, fez o ponto da situação relativamente à conjuntura financeiramente complicada dos clubes, que vivem de apoios do poder local ou da bolsa de carolas que, mais do que nunca, escasseiam. Daí a dificuldade que têm no pagamento dos impostos.Na mesma exposição foi explicado ao director de finanças que os dirigentes desportivos sentem desânimo e até angústia porque se vêem a braços com inspecções por parte da Administração Fiscal que, se levadas ao rigor, os deixam na eminência de encerrar portas, com todas as consequências sociais que dai podem advir.“Deixámos bem claro que se não houvesse da parte deles algum tipo de sensibilidade para este assunto, corríamos os graves riscos de oito ou nove clubes fecharem as portas, já que lhes estão a penhorar os subsídios, o que põe em causa toda a sua estrutura de financiamento”, reforçou Rui Manhoso.O presidente da AFS disse ao nosso jornal que o director de finanças revelou um “grande espírito de abertura”, estava conhecedor dos problemas e concordou que o distrito de Santarém, neste aspecto, tem sido o distrito mais fiscalizado. “Deu-nos indicações de que a lei prevê pagamentos por conta, sob a forma de prestações, e que está disposto a autoriza-los”, acrescentou.A AFS está actualmente a elaborar uma espécie de documento modelo para que os clubes que pretenderem poderem apresentar os pedidos de pagamento das dívidas em prestações às Finanças. Segundo Rui Manhoso, União de Almeirim, União de Santarém, União de Tomar e Torres Novas já manifestaram interesse em aproveitar a possibilidade.Enquanto isto, e como se tem notado que para situações iguais os critérios seguidos pela Administração Fiscal tem sido diferentes, a Federação Portuguesa de Futebol, que nos últimos tempos tem acompanhado e aconselhado nas acções a tomar pela AFS, ficou de elaborar um manual de procedimentos, sancionados pela DGCI, que os clubes podem seguir para que não corram o risco de entrar em incumprimento das obrigações fiscais.Recorde-se que, como O MIRANTE avançou na edição de 6 de Maio deste ano, sete clubes do distrito de Santarém deviam na altura cerca de 700 mil euros ao fisco. As dívidas dizem respeito a IVA, IRC e IRS e foram apuradas nas várias inspecções que a Direcção de Finanças fez aos treze clubes de futebol do distrito que nos últimos anos participaram nos campeonatos nacionais seniores.

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