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Muita porrada e pouco futebol

Muita porrada e pouco futebol

Benavente e Ouriquense empataram sem golos num jogo que não deixou saudades

Treze cartões amarelos e dois vermelhos são um bom espelho do que se passou este domingo em Benavente. A equipa local e o Ouriquense, terceiro e primeiro no distrital, protagonizaram um jogo violento em que dois jogadores tiveram de ser assistidos no hospital. Um levou 14 pontos, o outro tem uma mão partida. Futebol? Pouco e desinteressante.

Edição de 22.12.2004 | Desporto
Benavente e Ouriquense, terceiro e primeiro classificados do Campeonato Distrital da I Divisão defrontaram-se no domingo num jogo aguardado com muita expectativa mas que acabou por ser um mau espectáculo de futebol, em que foram mostrados treze cartões amarelos e dois vermelhos. E mais ficaram no bolso do árbitro.O jogo até começou bem. O Ouriquense entrou com uma equipa remendada devido a castigos e lesões e o Benavente não se fez rogado. Entrou pressionante e dominou praticamente toda a primeira parte, embora sem construir jogadas de grande perigo na baliza adversária.O maior perigo vinha mesmo do guarda-redes do Ouriquense. Castanheira esteve sempre muito nervoso e por várias vezes soltou a bola em zona proibida. Como aconteceu a cinco minutos do intervalo, quando o guardião deixou escapar a bola para a sua frente, onde, no meio da confusão, apareceu um jogador do Benavente, que, a um metro da linha de golo, atirou ao poste. Foi a melhor oportunidade na primeira parte.Antes, aos 26 minutos, os homens da casa protestaram por uma alegada grande penalidade na área do Ouriquense, mas o árbitro, bem no enfiamento da jogada, nada assinalou.Os líderes do campeonato iam respondendo sobretudo através de contra-ataque mas a equipa estava claramente limitada e sem fio de jogo. As ausências de Gonçalo (lesionado) na baliza, dos centrais Rita (lesionado) e Sérgio Mendes (castigado), obrigaram o treinador Jorge Peralta a algumas alterações. Rebita foi lateral direito, Zézé jogou a libero e só Sidney manteve a sua posição habitual do lado esquerdo da defensiva.Dai para a frente, Ricardo, Marco Neves, César Costa e Rato também não estavam particularmente inspirados, o que justifica em parte a pouca produção da equipa de Vila Chã de Ourique.A segunda parte começou com uma boa cabeçada de Jorge Ribeiro, que Castanheira defendeu com mérito, redimindo-se de alguns erros na primeira parte. Pouco depois Miguel Ribeiro foi expulso e a pressão do Benavente acentuou-se.Só que, de um momento para o outro, deixou de se jogar futebol e os jogadores começaram a entrar em quezílias não só desnecessárias mas algumas a roçar a violência. Aos 64 minutos Paulo Laje seguiu o caminho de Miguel Ribeiro e foi expulso, o que fez as duas equipas jogarem até final com dez jogadores cada.A vinte minutos do final do jogo, Jorge Ribeiro, que já estava amarelado, teve uma entrada, no mínimo, fora de tempo e à margem das leis, que deixou Sidney com um buraco e vários arranhões dos pitons do adversário. Como resultado teve de ir para o hospital e foi suturado com 14 pontos. Ribeiro é que ficou em campo, apesar da entrada perfeitamente ilegal e desnecessária, que colocou o adversário de baixa.As coisas aqueceram ainda mais em termos de quezílias mas sem oportunidades de golo para nenhum dos lados. Ricardo, do Ouriquense, também teve de ir ao Hospital de Santarém, onde fez radiografia e lhe foi diagnosticada uma fractura na mão, entre outros jogadores de ambas as equipas que saíram de campo com hematomas.A haver um vencedor, pelo que fez na primeira parte, deveria ter sido o Benavente mas o empate é o resultado mais certo e o castigo para duas equipas que preferiram jogar ao “pau” em vez de à bola.O árbitro tentou controlar o jogo como podia mas a actuação do trio chefiado por Eduardo Seixas Carlos também esteve longe de agradar. Além de alguns cartões por mostrar, o auxiliar Paulo Narciso cometeu dois ou três erros graves na apreciação de lances de fora de jogo, ai com prejuízo para o Benavente.
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