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O “Pai Natal” foi amigo

Rio Maior falhou pénalti no último segundo e Monsanto ganhou com golo de Pedro Fazenda na marcação de uma grande penalidade

O “Pai Natal” foi generoso para o Monsanto. Primeiro através de Pedro Fazenda, que não teve contemplações e marcou a grande penalidade que ditou a vitória, depois através de Semeano que no último minuto do jogo falhou infantilmente uma grande penalidade que pelo menos daria o empate aos riomaiorenses.

Edição de 22.12.2004 | Desporto
Se é verdade que o Pai Natal gosta mais dos pequeninos, então fez uma boa acção em Monsanto, premiando a equipa que atravessa mais dificuldades na classificação e para quem cada vitória dentro das quatro linhas é muito mais do que uma soma aritmética. Os riomaiorenses, tudo fizeram para pelo menos garantirem o empate mas foram traídos por um lance menos conseguido de Semeano.O desafio, de muita luta mas de qualidade discutível, premiou o conjunto que dispôs do maior número de ocasiões, embora só tenha logrado bater Tiago Ferreira a meio do segundo tempo (65’), com um tento feliz do sempre indispensável Pedro Fazenda após uma carga de Rui Manhoso sobre Miranda que levou o árbitro a assinalar grande penalidade. O jogador do Monsanto não tremeu e atirou com força e colocação, não dando qualquer hipótese de defesa a Tiago.O campo do Pião é muito estreito e por isso pouco dado à prática de um futebol de qualidade, o que prejudicou muito a melhor valia técnica dos jogadores do Rio Maior. O Monsanto, mais habituado, apostou no seu habitual jogo directo para os seus dois possantes avançados, Nilton e Tamandaré. O Rio Maior tentou jogar o seu futebol mais elaborado com passes a rasgar para as linhas laterais, que na maior parte das vezes iam mesmo para fora das quatro linhas, Ramalho e Amadeu ainda tentaram dar um ar da sua graça, mas com poucas possibilidades de brilharem. Na segunda parte a luta a meio campo intensificou-se e, logo aos 52 minutos, o Rio Maior ficou a jogar com menos um elemento. No curto espaço de cinco minutos Hugo Rafael viu dois cartões amarelos e foi expulso. Com um elemento a mais o Monsanto cresceu, o meio campo riomaiorense sentiu muitas dificuldades para travar o meio campo monsantense, e chegou o golo que daria a vitória aos locais.Foi então que numa alteração com laivos de surpresa, o treinador do Rio Maior, António Pereira tirou do campo Pedro Fonseca e decidiu colocar como avançado o central Ferreirinha, colocando também Nelson Ramos a jogar como lateral. Esta transformação trouxe uma maior pressão sobre a área do Monsanto, mas sem grandes lances de perigo.Contudo no curto espaço de um minuto, 78 para 79’, Duarte vê infantilmente dois cartões amarelos e foi expulso deixando as duas equipas de novo em igualdade numérica. A partir de então o Rio Maior tudo fez para chegar pelo menos ao golo do empate, mas o Monsanto mostrou, mais uma vez, um espírito de luta impressionante e conseguiu manter a bola sempre arredia da sua baliza.Até que já mesmo com o jogo a terminar, o árbitro, erradamente, viu um corte com o peito efectuado por Miranda dentro da área, como tivesse sido feito com o braço, e assinalou grande penalidade. Chamado à conversão, Semeano não conseguiu controlar a ansiedade e atirou ao lado da baliza.Num jogo em que a actuação do árbitro fica manchada pela grande penalidade assinalada contra o Monsanto, e em que o resultado mais justo seria o empate, aceita-se a vitória da equipa comandada por Arsénio Fazenda, que lutou um pouco mais por isso do que o seu adversário.

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