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Passeio e competição numa nova modalidade

Nova disciplina desportiva equestre apresentada na Golegã

Chama-se Técnicas de Randonné Equestre de Competição (TREC) e é a mais recente disciplina desportiva de competição equestre. É uma componente desportiva do passeio a cavalo, que tem como objectivo tornar os passeios mais interessantes e com mais possibilidadede entretimento. Pretende fazer uma ligação ao turismo equestre

Edição de 22.12.2004 | Desporto
A Associação Nacional de Turismo Equestre (ANTE), sedeada na Golegã, apresentou no sábado a ainda recente disciplina desportiva de competição equestre chamada Técnicas de Randonné Equestre de Competição (TREC).O TREC é uma componente desportiva do passeio a cavalo, que tem como objectivo tornar os passeios mais interessantes e com mais possibilidade de entretimento. Pretende fazer uma ligação ao turismo equestre. Foi criado em França, em 1985, e chegou a Portugal há cerca de dois anos, onde está a ter um apreciável desenvolvimento. “Neste momento temos já mais de uma centena de cavaleiros federados, o que faz da modalidade a de maior crescimento dentro da Federação”, garantiu Armando Rebelo, director do departamento de TREC da Federação Equestre Portuguesa.A nova modalidade tenta desenvolver o ensino do cavalo e conferir aos praticantes uma maior autonomia que lhes permita viajar a cavalo com mais segurança. A disciplina alia ao aperfeiçoamento do ensino do cavalo de sela, a orientação, a avaliação do cavalo e o controlo de andamentos, e dá a possibilidade do cavaleiro andar durante várias horas a cavalo.O TREC é uma modalidade que pode ser praticada por toda a gente, desde os netos aos avós, porque tem sempre em primeiro lugar a segurança do cavaleiro e do cavalo. A nova disciplina da Federação Equestre Portuguesa é dividida em três provas diferentes: percurso de orientação e regularidade, percurso por terreno variado e medição de andamentos. No percurso de orientação e regularidade, que tem como ponto-chave seguir um itinerário marcado numa carta, respeitando velocidades impostas, nas várias condições topográficas possíveis. O traçado varia entre 12 e 60 quilómetros, e os concorrentes são surpreendidos por postos aleatórios de controlo de velocidade.No percurso de terreno va-riado, que é disputado parte a cavalo e parte a pé, ao longo de 2 a 5 quilómetros, os concorrentes terão que ultrapassar, 12, 16 ou 18 dificuldades, consoante as suas categorias. Dificuldades que podem variar entre saltar um tronco derrubado, galopar sobre fasquias soltas, passar uma ponte estreita sobre um riacho, entre outras.Na medição de andamentos são apreciadas as várias fases do ensino do cavalo, são cronometrados o galope lento e concentrado, e também o passo mais amplo e mais rápido possível. Todos estes percursos foram exemplificados no final da sessão de apresentação, na Quinta de Santa Bárbara, em Constância.Durante a prova é feita uma inspecção ao equipamento obrigatório utilizado que é sujeito a avaliação. Nesta avaliação o cavaleiro expõe o porquê do material que transporta nos seus alforges. Tudo é previsto, desde os ferimentos inesperados, ferração, medicação, passando pela comodidade dos arreios, a ração, a água ou as bússolas e as lanternas utilizadas.Com tudo isto, o TREC é, segundo Armando Rebelo, a disciplina equestre de competição mais económica que existe. Não exige da parte do cavaleiro e do cavalo níveis exigentes de preparação e o animal não tem que ser de grande custo. A modalidade tem um calendário já bastante competitivo, com provas open (abertas a cavaleiros iniciantes).

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