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Fortalecer investimentos e manter emprego

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Câmara do Cartaxo e Nersant criam fundo
Edição de 22.12.2004 | Economia
A Câmara do Cartaxo e a Nersant – Associação Empresarial de Santarém vão criar um Fundo de Apoio ao Investimento das Microempresas do concelho, disponibilizando um produto financeiro inovador a atractivo destinado a pequenos projectos de investimento. O Banco Espírito Santo (BES) é a entidade bancária envolvida no acordo, que se aplica a toda a área geográfica do concelho do Cartaxo. O fundo destina-se a projectos nas áreas da indústria, comércio, turismo, serviços e agricultura, devendo adequar-se a empresas com menos de dez trabalhadores que possuam um volume de negócios inferior e 200 mil euros. Os projectos devem ter um plafond até 15 mil euros.Como condição, os beneficiários do fundo devem estar legalmente constituídos e registados até à data de assinatura do contrato. O seu capital social não pode ser detido em mais de 25 por cento por empresas não consideradas PME’s, assim como devem ser cumpridores em matéria de licenciamentos urbanos.São ainda pressupostos de aprovação de candidaturas que as empresas possuam uma situação económico-financeira equilibrada, com autonomia financeira superior a 20 por cento, além de possuírem uma situação contributiva regularizada perante o Estado, a Segurança Social e o município do Cartaxo.Em termos de apoios, as empresas aderentes ao fundo podem contar com 50 por cento do capital de cada operação a ser financiado pela autarquia à taxa de juro de zero por cento. Os restantes 50 por cento serão financiados pelo BES a uma taxa de juro (Euribor a 30 dias), acrescida de um spread máximo de 0,25 por cento. O prazo máximo do empréstimo é de seis anos, com um ano de carência de capital.A comissão de avaliação dos projectos será presidida pelo município, na qual participarão a Nersant e o BES, devendo reunir mensalmente para avaliação das candidaturas. O montante do crédito será posto à disposição do beneficiário 48 horas depois da aprovação.A Nersant ficará encarregue de analisar e acompanhar as candidaturas, recebendo três por cento do que incidir sobre os montantes aprovados e, um por cento, na recepção das candidaturas.O líder do município, Paulo Caldas, destacou a importância de um fundo que apoie projectos de investimento que permitam o desenvolvimento das empresas numa época difícil e que, simultaneamente, contribua para a estabilização do emprego no concelho. Quem não apreciou muito os termos do acordo foi a vereadora do PSD, Luísa Pato, que, durante a reunião da câmara de segunda-feira, manifestou o seu desagrado pelo facto de a Nersant receber o pagamento de três por cento do valor das candidaturas aprovadas, além de um por cento à cabeça por candidatura. O projecto acabou por ser aprovado pela maioria socialista, com a abstenção da vereadora social-democrata.
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