uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Transformar óleos em energia renovável

Unidade de produção de biodiesel quer instalar-se em Tomar
Edição de 22.12.2004 | Economia
A Valgor – Valorização de Gorduras e Óleos solicitou à Câmara Municipal de Tomar um pedido de informação prévia sobre a viabilidade de instalação de uma unidade industrial de produção de biodiesel, a situar na zona industrial da cidade. o executivo deu parecer favorável.A unidade, que vai produzir um combustível ecológico através de um processo de aproveitamento e transformação de gorduras de origem animal, pretende que o município autorize a sua instalação em três lotes e pede que lhe seja permitido a junção dos referidos terrenos.A Valgor, empresa sediada no Entroncamento, está associada neste projecto com o grupo espanhol OPS Biodiesel e juntas prevêem fazer em Tomar um investimentos na ordem dos 10 milhões de euros.O sistema de fabricação da unidade será totalmente automático, necessitando a empresa de apenas 12 operários de início, podendo no entanto aumentar até 20 os postos de trabalho, dada a intenção de operacionalidade contínua da produção.Exteriormente, haverá um conjunto de 15 a 20 trabalhadores que procederão à recolha e transporte de óleos para a unidade a criar.Diz a Valgor que, com a implementação da fábrica, irão ser criados cerca de 200 postos de trabalho indirectos, passando pela produção agrícola de oleaginosas e de vegetais, como milho, soja, girassol e amendoim, entre outros.A unidade de produção de biodiesel a instalar na zona industrial de Tomar está projectada para uma capacidade máxima de produção anual de cerca de 12 milhões de litros, muito abaixo das carências previstas pela União Europeia para o nosso país (a transposição e aplicação da normativa comunitária supõe que Portugal deverá consumir 60 milhões de litros de biodiesel em 2005).No seu pedido de viabilidade de instalação a Valgor salienta as vantagens do projecto privado, quer pela mais valia na criação de postos de trabalho, quer pelo facto de se substituir às entidades públicas na recolha e tratamento de resíduos.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...