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A maior festa da aldeia

Durante quatro dias, Espinheiro enche-se de cor, luz, música e muita fé
Edição de 22.12.2004 | O poder local aqui tão perto
A festa em honra de Nossa Senhora da Encarnação é o maior evento anual da freguesia de Espinheiro. Durante cinco dias, entre 24 e 28 de Dezembro, a aldeia transforma-se, enchendo-se de luz, cor, música e muita fé.A música é dada por duas bandas filarmónicas e vários artistas convidados. Este ano, o prato forte é o padre José Luís Borga, que vai cantar canções do seu novo disco, no dia 26.Sendo uma festa religiosa por excelência a fé está presente nas duas procissões que se irão realizar, uma no dia 25 de Dezembro à noite, em que a população, à luz de velas e archotes, caminha até ao cemitério. É aí que está um santo que é depois levado para a igreja matriz. É também nesse dia que se lança o fogo de artifício e o fogo preso.No dia seguinte, faz-se a procissão onde os santos correm o centro da aldeia, em andores carregados de oferendas que as gentes da terra dão à padroeira. Segundo o presidente da junta, quase sempre as ofertas ultrapassam os cinco mil euros.Um dinheiro que é sempre aplicado na freguesia, dado a quem mais precisa. O ano passado, quando foi juiz, José Duarte Simões distribuiu-o por “uma porção” de instituições – equipamentos para o centro de dia, para o jornal da terra, mensário, e também novas mesas e cadeiras para a Casa do Povo. E ainda chegou para fazer melhoramentos na torre da igreja.Antes dos festejos, as gentes de Espinheiro embelezam as suas ruas e becos, orgulhosas da festa que traz à aldeia centenas de forasteiros e filhos da terra que emigraram para o estrangeiro.E estão sempre prontas para um pé de dança, ao som das bandas que tocam música para dançar. “Há anos que, mesmo que chova a cântaros, a banda não pára de tocar e o pessoal dança todo, de chapéu de chuva aberto”, diz o presidente da junta, um dançarino de pé cheio.É uma festa diferente, até na forma como são tratados os visitantes. As gentes da terra levam as pessoas para suas casas e dão-lhes de comer. “Aqui não há frangos assados, como nas festas de Verão”.O penúltimo dia da festa, 27, é o chamado dia das “pingas”, o mais forte dos festejos. É quando a população vai de casa em casa, sempre a comer e a beber. O dia começa cedo, logo pelas nove da manhã e ao som de uma das bandas convidadas.De acordo com José Duarte Simões praticamente todas as casas têm mesa posta para quem chega e há uma meia dúzia já conhecida pela sua fartura de carne, salgados, mariscos e doces. Sem esquecer a boa pinga da região, que leva muitos a fazer algumas paródias no final do dia, quando já estão todos “bem avia-dos”.

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