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Orçamento e PPI para 2005 aprovados pela Assembleia Municipal de Azambuja
Edição de 22.12.2004 | Política
Apostar no saneamento básico, educação e requalificação urbana são as prioridades da Câmara de Azambuja para 2005, em obras que decorrem ou a lançar. Para o líder da autarquia azambujense, Joaquim Ramos, completa-se um ciclo de quatro anos com o cumprimento da maior parte dos projectos concluídos.Visão bem diferente da oposição, que por voz dos deputados da CDU, demonstrou os seus protestos, reclamando mais obras e menos discriminação no que respeita às freguesias lideradas por autarcas comunistas.Para 2005, Joaquim Ramos dá primazia a obras como a ampliações da Escola Básica de Aveiras de Cima e do jardim-de-infância e ATL de Manique do Intendente, sendo realçado o arranjo urbanístico das rotundas da Estrada Nacional (EN) 366.Cerca de 18 milhões de euros é o montante do orçamento da câmara para o próximo ano. Joaquim Ramos recorda que recorreu ao património municipal para avançar para a construção do Centro de Dia de Alcoentre e do novo mercado de Azambuja, além de ter negociado com promotores industriais contrapartidas de acções no terreno.No capítulo do saneamento básico a prioridade é completar a rede de esgotos. “Queremos cobrir todas as localidades com mais de 400 habitantes com rede de esgotos, decorrendo já as obras em Vale do Brejo, e estando adjudicadas as obras nos casais de Baixo, de Britos e nas Boiças. Esta quinta-feira vamos adjudicar a rede de esgotos de Arrifana”, referiu o edil a O MIRANTE.É ainda intenção da autarquia ter quatro Etar’s em funcionamento até final do ano, faltando realizar os projectos de Torre da Penalva e Casais de Além. Segue-se o lançamento do concurso da rede de drenagem de águas pluviais de Aveiras de Cima, a adjudicação da construção do jardim urbano de Azambuja e o lançamento do concurso para construção do jardim da Aroeira.Na exposição dos projectos do município para 2005, Joaquim Ramos referiu a obra feita e os projectos a concluir nos próximos anos. Desde o início do mandato a autarquia arrecadou, segundo o autarca, “cerca de oito milhões de euros em fundos comunitários, esgotando os programas que estavam disponíveis e proporcionando à autarquia maior capacidade de endividamento”, explicou.O orçamento deixa de fora os projectos da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Azambuja (EMIA), a venda de terrenos e as contrapartidas realizadas a partir de parcerias com promotores industriais, ficando inscritos apenas os meios próprios da autarquia.Rol de críticas à maioriaA enumeração das obras a concretizar pela autarquia não causou furor entre os deputados comunistas. António Nobre, líder do grupo da CDU na assembleia municipal, disse não compreender como um orçamento de investimento pode inscrever menos três milhões de euros que em 2004.Os autarcas locais da CDU, puxaram do rol das reivindicações e recordaram promessas eleitorais da maioria socialista na câmara. Paulo Correia, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de S. Pedro levou o PPI de 2002 para demonstrar que as obras agora projectadas são as mesmas que constam do antigo documento. “É o caso da estrada do Vale, da Etar, dos balneários públicos, da biblioteca, entre outras obras. A minha freguesia é a mais discriminada”, acusou o autarca, que discutiu acaloradamente com Joaquim Ramos.Motivos de queixas manifestou também Justino Oliveira (Aveiras de Cima). O presidente da junta de freguesia reclamou mais investimentos na segunda maior freguesia do concelho. “Há 15 anos que não há novas captações de água na freguesia. Falta uma rede de esgotos em Vale Coelho, além de mais espaços verdes e de lazer, a criação de um ringue e um novo cemitério na freguesia”, aludiu Justino Oliveira.As críticas ao executivo foram muitas mas a maioria de deputados “rosa” no órgão máximo do município assegurou a aprovação do orçamento e do PPI. PSD (2) e CDU (9) votaram contra as propostas somando 11 votos, contra os 14 votos a favor dos deputados do PS.
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