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No Natal tudo tem mais luz

Maior parte das câmaras não poupa nas despesas para colorir e enfeitar o espaço público

As principais cidades e vilas da região ficam mais coloridas e iluminadas com a aproximação do Natal. A maior parte das autarquias da região gosta de assinalar a quadra e não olha a despesas. Mas também há quem não ache os enfeites essenciais e diga que não tem dinheiro para gastar nisso.

Edição de 22.12.2004 | Sociedade
Em Abrantes a aproximação da quadra natalícia nota-se à distância. Uma gigantesca árvore de Natal com cerca de 103 mil lâmpadas aplicadas em quase três quilómetros de tubo luminoso vê-se a 25 quilómetros de distância. A ideia da câmara foi aproveitar a gigantesca antena de telecomunicações existente no alto de Santo António e transformá-la num aparatoso enfeite de Natal, dos maiores do país.Há cerca de cinco anos a autarquia investiu cerca de 600 contos e a partir daí, anualmente, basta-lhe ir mudando as lâmpadas para manter a tradição e fazer da cidade um presépio. Um esforço que compensou, depois de inicialmente ter optado por contratar uma empresa privada para proceder à iluminação da estrutura.“Como era um investimento muito grande, a câmara optou por comprar e montar o seu próprio material. É uma coisa muito simples que se monta em dois ou três dias”, justifica a presidente do Centro Social do Pessoal do Município, Madalena Graça Vieira.Numa altura em que os cofres das autarquias não abundam em dinheiro, a solução adoptada por Abrantes acaba por se tornar bem menos dispendiosa do que a de contratar uma empresa especializada. Uma medida que é acompanhada por municípios como os de Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, que também recorrem a material próprio para enfeitarem as ruas em vez de engordarem as contas de empresas privadas.Estes exemplos ilustram bem o esforço que a maior parte das autarquias da região faz na decoração das suas principais ruas e avenidas para assinalar a época festiva e atrair mais gente ao comércio tradicional. Porque poucos imaginam a quadra sem as iluminações coloridas que dão outra alegria às vilas e cidades da região. Uma das excepções é a Chamusca, onde a câmara nunca colocou decorações de Natal nas ruas, iluminando apenas as fachadas de alguns edifícios públicos. O presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU), é esclarecedor e conciso: “Não temos dinheiro para gastar nessas coisas nem pensamos que isso seja essencial”.Visão diferente teve a Câmara de Santarém que não se importou de assumir sozinha as despesas, após ter deixado de contar com a habitual parceria da associação de comerciantes na comparticipação dos custos. Ao todo são cerca de 26 mil euros só para o centro histórico. O município responsabiliza-se ainda pela iluminação de edifícios públicos e de zonas como a urbanização do Sacapeito e Avenida Bernardo Santareno recorrendo a materiais e mão-de-obra própria.Na cidade do Nabão a parceria entre a Câmara de Tomar e a associação de comerciantes também se rompeu, mas já no ano passado. A autarquia avançou a solo o que a obriga a desembolsar cerca de 25 mil euros. Em Almeirim, a iluminação natalícia é da responsabilidade das juntas de freguesia desde 2000 mas a câmara não deixa de dar o seu contributo para a decoração das ruas do concelho. Só na cidade são cerca de 9 mil euros de investimento mais IVA – a junta de freguesia entra com 4 mil euros e a câmara com o restante.As juntas de freguesia são também responsáveis pelas iluminações no concelho de Vila Franca de Xira. Excepções são as iluminações no Largo da Câmara, no edifício Celeiro da Patriarcal e a estrutura decorativa a desejar as Boas Festas no Monte Gordo, na sede de concelho, que ao todo custaram ao município 7.500 euros mais IVA.Em Azambuja o município também descentralizou preferindo conceder um apoio global de 16.750 euros às juntas de freguesia para iluminação de diversos espaços públicos. Alcoentre e Aveiras de Cima, com 2.500 euros cada, levam as maiores fatias do bolo.Em Benavente as coisas funcionam nos mesmos moldes. A Junta de Freguesia de Samora Correia vai receber 12.884 euros do município, seguindo-se Benavente com 8.991 euros, Santo Estêvão com 4853 euros e Barrosa com 3853 euros.Noutros concelhos são os comerciantes que assumem a contratação das iluminações, mas com o apoio das autarquias. Em Abrantes, por exemplo, para além da gigantesca árvore de Natal, a câmara atribuiu um subsídio de 6 mil euros à associação de comerciantes para iluminação das ruas da cidade.João Calhaz

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