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Oposição critica obras megalómanas

Assembleia Municipal de Abrantes aprova orçamento para 2005 com votos socialistas
Edição de 29.12.2004 | Política
A maioria socialista na Assembleia Municipal de Abrantes aprovou, no dia 20 de Dezembro, as grandes opções do plano e orçamento para 2005. A oposição fez o seu papel, criticando a estratégia do executivo camarário, considerando que este é um orçamento de continuidade, que volta a apostar em obras megalómanas.Os deputados municipais do PSD acusaram a Câmara de Abrantes de só pensar em fazer obras megalómanas, adiantando que o orçamento apresentado aos membros da assembleia municipal é um modelo gasto.Também a CDU criticou o presidente do município por este ter voltado a não incluir no orçamento alguns investimentos que considera prioritários para as freguesias, nomeadamente em termos de infra-estruturas básicas.Numa assembleia morna, a questão que acabou por gerar mais polémica foi levantada pela bancada do PSD, que acusou a autarquia de estar já no seu limite de endividamento, uma vez que 49 por cento do orçamento está destinado a despesas correntes.O presidente da câmara, Nelson Carvalho (PS), respondeu à letra, afirmando que o município apenas contraiu um empréstimo bancário – de dez milhões de euros – em todo o mandato, um pedido feito antes da ex-ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, ter decretado cortes no endividamento das autarquias.Sobre as críticas de que só se preocupa em fazer obras megalómanas, Nelson Carvalho contrapôs que, pelo PSD, nada se fazia no concelho, porque tudo é considerado uma obra megalómana. Não se faziam o estádio, as piscinas, o projecto do aquapolis.E em vez de ter investido no tecnopólo, para chamar maior desenvolvimento ao concelho, o PSD preferiria que a câmara tivesse investido num museu.O orçamento acabou por ser aprovado por maioria, com 11 votos contra – nove do PSD e dois da CDU – e a abstenção do presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos (PSD).

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