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Orçamento aprovado com censura da oposição

Orçamento aprovado com censura da oposição

No Entroncamento
Edição de 29.12.2004 | Política
O plano de actividades e o orçamento para 2005 da Câmara do Entroncamento foram aprovados pela assembleia municipal, com 10 votos a favor (PSD e Independente), uma abstenção (CDS/PP) e 8 contra (BE, PS e CDU). O plenário reuniu na segunda-feira, dia 27.A escassez de verbas que o orçamento destina à política social, nomeadamente à recuperação dos edifícios sociais, à juventude e à cultura, foi uma das opções mais criticadas pelos partidos da oposição. João Lérias, líder da bancada socialista, considera que a gestão do PSD pensou primeiro nos interesses próprios e depois no concelho. A afirmação foi sustentada com a compra de um novo Mercedes para o presidente Jaime Ramos, a remodelação do gabinete do edil e a aquisição do primeiro andar do edifício onde está instalado o banco Millennium BCP. “Não havia espaço para os funcionários, mas com a saída do tribunal do edifício da junta de freguesia parece-me que já começa a haver espaço a mais”, afirmou João Lérias.Pelas suas contas o orçamento destina apenas 36 por cento às funções sociais. E destes 22 por cento são para as piscinas e recintos desportivos, ficando a restar cerca de 170 mil euros (14%). “Quem é que pode estar de acordo com um orçamento destes?”, questionou Lérias informando que a bancada rosa votaria contra.“A dívida acumulada da câmara é superior ao património disponível”, afirmou Luís Grácio, do Bloco de Esquerda, que acrescentou: “Este é um orçamento do faz de conta”, uma fez que o índice de execução ficou muito aquém do desejável.Para José Luís, da CDU, é incompreensível que as rubricas para trabalho extraordinário atinjam valores tão elevados, “quando tem havido contratação de novos técnicos”. Da mesma forma a CDU não entende como é possível que Casais Formigos continuem sem saneamento básico.O único representante do CDS/PP na assembleia municipal deste concelho optou pela abstenção, pois apesar de investimentos como a biblioteca não estarem referidos, há obra feita. Rosa Pedro, eleito pela lista Independente não teve dúvidas em dar o seu voto favorável ao orçamento e desfez qualquer hipótese dos documentos serem chumbados.A resposta do PSD, a cargo de Isilda Aguincha, focou a questão da habitação social. Para os social-democratas, o parque habitacional não carece de alargamento, mas sim de manutenção. Um problema herdado dos executivos anteriores. Em relação ao plano e ao orçamento, não perdeu tempo a argumentar, preferindo elogiar a obra feita e a que está em curso no concelho, que ascende a mais de dois milhões de euros.
Orçamento aprovado com censura da oposição

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