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Câmara fora da arena

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Misericórdia de Vila Franca não aceitou parceria com o município na gestão da praça de toiros

A Misericórdia de Vila Franca de Xira não abriu as portas à câmara para assumir a gestão da praça de toiros da cidade. A instituição decidiu abrir concurso por “razões éticas”. O projecto para a cobertura da praça fica adiado.

Edição de 29.12.2004 | Sociedade
A Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira não aceitou a parceria da câmara na gestão da Praça de Toiros Palha Blanco. A concessão foi posta a concurso na quarta-feira, 29 de Dezembro. A base de licitação é de 35 mil euros, valor inferior ao que foi pago nas duas últimas temporadas. A empresa Toiros & Tauromaquia pagou 47.500 euros. As propostas para a nova concessão serão abertas no dia 14 de Janeiro.O provedor da Misericórdia, José Carvalho, explicou a O MIRANTE que a mesa administrativa, depois de ouvir todos os órgãos sociais, decidiu abrir o concurso. “É uma questão ética. Se a câmara quiser concorrer pode fazê-lo através da Comissão Municipal de Turismo”, disse.Segundo o responsável, esta é a forma mais transparente de entregar a concessão “Nós podíamos entregar à mesma empresa, até porque a última temporada correu muito bem, mas achamos que todos devem estar em igualdade de circunstâncias”, acrescentou. Segundo a presidente da câmara, Maria da Luz Rosinha (PS), a ideia era estabelecer uma parceria para implementar um projecto que previa a cobertura da praça e a melhoria do conforto dos espectadores e utentes do equipamento. “A intenção da câmara ia muito para além da mera exploração da componente taurina para a qual a câmara não está vocacionada”, disse.O provedor da Misericórdia disse a O MIRANTE que “a câmara não apresentou nenhuma proposta concreta” e limitou-se a fazer uma abordagem pela rama. “Tem havido conversas, mas ideias há muitas”, disse. José Carvalho reconhece que a praça precisa de uma intervenção e deve ser modernizada, mas a Misericórdia não tem condições para o fazer. “Podemos voltar a estudar essa intenção da câmara”, referiu.O MIRANTE apurou que a Misericórdia já teve uma proposta de um empresário que pretendia fazer a cobertura da praça para fazer a sua exploração durante a Expo 98. A proposta ficou pelo caminho dado o montante que o projecto envolvia.A receita da concessão da praça é fundamental para a instituição de solidariedade que acolhe e apoia dezenas de idosos e pessoas carenciadas. Nelson Silva Lopes
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