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Depois do fogo vieram as obras

Depois do fogo vieram as obras

Centro de Interpretação das Grutas do Almonda a caminho da recuperação

As obras no Centro de Interpretação das Grutas do Almonda, em Vale da Serra, Pedrógão, concelho de Torres Novas, recomeçaram no início da semana. A intenção é recuperar a zona do bar, destruída por um incêndio em Setembro.

Edição de 29.12.2004 | Sociedade
Em meados de Setembro um incêndio destruiu completamente o bar do Centro de Interpretação das Grutas do Almonda (CIGA), sem que ninguém saiba os motivos do acidente. O relatório dos bombeiros indica causas acidentais ou criminais, pondo de parte a hipótese de um curto-circuito. Aliás só o bar e o alpendre anexo foram danificados, em torno nada ardeu. Na altura o centro não tinha qualquer actividade nem estava ocupado. O incêndio ocorreu no dia 12 de Setembro, tendo sido extinto pelos Bombeiros Voluntários Torrejanos.Três meses depois, a Câmara de Torres Novas decidiu recuperar um espaço que se encontrava há muito ao abandono. A requalificação desta zona do centro de interpretação está orçada em cerca de 27 mil euros e será executada pela mesma empresa que efectuou os trabalhos de manutenção do imóvel, entretanto concluídos, e que custaram à Câmara Municipal de Torres Novas, aproximadamente 12 mil euros. A execução dos arranjos necessários à conservação do CIGA, construído com dinheiros comunitários, foi um compromisso assumido pela câmara torrejana no final de Junho aquando da assinatura de um protocolo que atribui a gestão do centro à Associação de Desenvolvimentos das Serras de Aire e Candeeiros (ADSAICA). Além das entidades acima referidas, o protocolo foi assinado também pelo Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, pela Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia (STEA) e pela Junta de Freguesia do Pedrógão.O CIGA foi gerido pela STEA até 2002, altura em que caducou o protocolo entre a câmara municipal e aquela associação, sem que tivesse sido renovado. A partir daí o centro pouca ou nenhuma actividade registou.No entanto, os dirigentes da STEA garantiram a O MIRANTE que durante os anos em que geriram o Centro do Cabeço das Pias, no Vale da Serra, passaram milhares de pessoas pelas instalações, fizeram-se estudos e investigações e muitas escolas visitaram as grutas.A construção do edifício, feita com materiais económicos, exige grande manutenção, o que não aconteceu durante largos anos, tendo a degradação inviabilizdo a utilização dos quartos. Chovia no interior das camaratas, os chuveiros não podiam ser usados porque caíam e a roupa das camas, em que se gastaram centenas de contos, ficou com ar encardido logo após as primeiras lavagens com a água do furo, bastante acastanhada.
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