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Mais peixes mortos no Alviela

Autarca de Vaqueiros denuncia descarga poluente no rio
Edição de 29.12.2004 | Sociedade
O presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros, Santarém, alertou no dia 23 para a existência de mais uma descarga poluente no rio Alviela, que causou a morte de várias dezenas de peixes, junto à foz, perto de Vale Figueira.De acordo com o autarca, foram encontrados muitos peixes mortos e muitos outros encontravam-se à superfície em busca de oxigénio, um “sinal evidente” da contaminação da água.A zona de Vale de Figueira localiza-se a montante de Vaqueiros, numa zona onde confluem descargas de unidades pecuárias e industriais bem como os “despejos químicos” da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcanena, que é considerada a responsável por vários atentados ambientais no rio durante o último Verão.O aparecimento de peixes mortos foi também confirmada por Carlos Lourenço, um pescador da zona, que disse à Agência Lusa que “a água está esverdeada e tem um cheiro impossível de suportar”.Perante mais este caso, a Junta de Vaqueiros enviou um fax ao Ministério do Ambiente reclamando uma intervenção rápida para minimizar os problemas ambientais do rio.“Estamos fartos de ouvir sempre as mesmas promessas, mas sem nenhuma solução concreta”, desabafou Firmino Oliveira, recordando que o ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, prometeu visitar a zona mas até ao momento ainda não deu resposta às reivindicações da população.A renovação do sistema de saneamento das indústrias de curtumes de Alcanena deverá custar cerca de 15 milhões de euros, mas esse investimento é considerado incomportável pelos autarcas e empresários, que reclamam também, sem sucesso até ao momento, o apoio do Estado.“Este impasse é inaceitável e quem sofre é o rio e a população”, considerou Firmino Oliveira.

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