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Morte na estrada na véspera de Natal

Jovem de Almeirim vítima de despiste do automóvel em que seguia sozinho
Edição de 29.12.2004 | Sociedade
Nuno Alexandre Florêncio perdeu a vida num despiste de automóvel na véspera de Natal. Foi a primeira vítima registada na região no primeiro dia da “Operação Natal” da GNR. O jovem, de 26 anos, natural de Almeirim, teve morte imediata. O acidente ocorreu na estrada que liga a Estrada Nacional 118 e a localidade de Foros de Benfica, Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim. Eram cerca das 05h15 do dia 24 de Dezembro quando foi dado o alerta. Na altura passava no local uma ambulância de transporte dos Bombeiros de Almeirim, em serviço, mas já não foi possível socorrer o jovem.Ao que tudo indica o carro, onde seguia sozinho Nuno Alexandre, entrou em despiste perto da Quinta da Conceição, embatendo num poste de electricidade. Na sequência da colisão a viatura começou a arder. O condutor morreu carbonizado. A GNR desconhece o que terá originado o despiste. Tal como a família não sabe o que levou o Nuno a circular naquela estrada. Segundo contou a mãe, Maria Catrola Veríssimo, ele tinha estado com os amigos num bar da cidade, perto da saída para Santarém, até cerca das quatro da manhã. Terá depois ido levar um amigo a casa à zona da Praça de Toiros.Desde essa altura desconhece-se os passos do jovem. Nuno Florêncio trabalhava na construção civil, mas nos últimos tempos não estava a desempenhar as suas funções por estar a recuperar de uma queda de bicicleta. Em princípio ia começar a trabalhar na primeira semana de Janeiro. Nuno Alexandre vivia com um irmão de 32 anos e a mãe, viúva há 17 anos. “Passei muitos sacrifícios para criar os meus filhos sozinha. Agora acontece isto. Já não era uma pessoa alegre por causa da morte do meu marido. Agora sinto uma enorme tristeza”, disse Maria Catrola Veríssimo.A mãe do jovem contou ainda a O MIRANTE que ele era uma pessoa sossegada que tinha uma grande paixão pelas bicicletas. E não gostava de andar a conduzir a grandes velocidades o carro que tinha adquirido há três anos, depois de juntar dinheiro ao longo de muitos meses. Por fazer ficaram as obras de melhoramento que Nuno andava a executar em casa, aos poucos, e que tinha prometido acabar no mês de Janeiro. Para Maria Veríssimo sem o filho o Natal foi o mais triste de sempre. “Sente-se um grande vazio em casa e na nossa vida”, concluiu.

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