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Negócio da sucata levanta dúvidas

Negócio da sucata levanta dúvidas

Comunistas consideram exagerados os valores propostos pela empresa que vai destruir viaturas em Vila Franca

Os comunistas consideram que a recolha e destruição de carros abandonados no concelho de Vila Franca de Xira é um “negócio da China”. O protocolo a estabelecer com a empresa sucateira foi aprovado pelo PS e pelo PSD.

Edição de 29.12.2004 | Sociedade
Os comunistas consideram exagerados os valores propostos pela empresa de sucata que vai recolher, armazenar e destruir os veículos abandonados no concelho de Vila Franca de Xira.Os três vereadores da CDU abstiveram-se na votação da proposta de protocolo a assinar com a empresa JBS-Comércio de Bens Usados, Unipessoal, Lda. A proposta foi aprovada pelos restantes vereadores do PS e PSD.Alves Machado (CDU) defendeu que a maior fatia das receitas das taxas aplicadas deve reverter para a câmara e não para a empresa. O autarca exemplificou que no caso de uma viatura que seja reclamada no final do prazo limite, o proprietário pode ter de pagar 600 euros pela estadia no parque municipal de sucata de Trancoso, São João dos Montes. O vereador questionou porque é que não foi a câmara a criar o seu próprio parque e a assumir todo o processo em vez de o entregar a privados.A presidente referiu que o município não tem nenhum espaço com condições para o efeito e frisou que o protocolo foi o resultado de mais de dois anos de negociações. “Está em causa a resolução de um problema grave que não pode ser adiado. Eu acredito nesta solução”, frisou. Maria da Luz Rosinha garantiu que o processo será avaliado após dois meses de experiência no terreno. Rui Rei (PSD) votou a favor do projecto e considerou que a câmara não pode querer ficar com o dinheiro sendo a empresa que investe na montagem da estrutura e assume os custos para a colocar a funcionar. “Se a câmara quer ficar com a receita que faça um parque”, referiu.O novo regulamento municipal de recolha de viaturas abandonadas e em fim de vida entra em vigor a 1 de Janeiro e a autarquia já tem uma funcionária preparada para acompanhar estes processos. Os fiscais municipais irão contar com a colaboração das juntas de freguesia para localizar os veículos abandonados e identificar os proprietários. Depois de notificados, os proprietários têm um prazo de 45 dias para reclamar as viaturas e se houver indícios de abandono o prazo é reduzido a 30 dias. Caso não o façam, os carros, os ciclomotores ou os camiões serão destruídos e o valor residual das viaturas reverte a favor da empresa. Se houver reclamação, o proprietário terá de pagar as taxas de bloqueamento, recolha e armazenamento da viatura que pode ascender a centenas de euros. Nelson Silva Lopes
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