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Francisco Bragança acredita na manutenção

Treinador faz balanço ao meio ano em que está como responsável do Torres Novas
Edição de 05.01.2005 | Desporto
Quando no início da época aceitou comandar tecnicamente a equipa mais representativa do Clube Desportivo de Torres Novas Francisco Bragança sabia que não ia ter uma tarefa fácil. Aceitou “por solidariedade com o clube, com a direcção e com os jogadores”, mas sabia que estava perante uma situação difícil devido às complicadas situações financeiras e organizativas porque o clube passava na altura, que implicaram um início de época tardio e algo complicado.“Só já muito perto do início do campeonato é que tivemos os jogadores à nossa disposição”, referiu Francisco Bragança, que aceita também que a sua inexperiência em comandar uma equipa sénior teve alguma implicação ao nível da sua organização inicial. Recorde-se que antes desta experiência Bragança tinha sido treinador das camadas jovens do clube torrejano e adjunto de Manuel Guedes e Simões Gapo, na equipa principal.“O orçamento era curto, e daí a dificuldade em encontrar jogadores com nível para integrarem o plantel. Tivemos também alguns reveses que nos causaram problemas, como foi o caso dos jogadores Paulo Vaz e Carrapito, terem “roído” a corda à última hora e recusarem vir para o Torres Novas, isso obrigou a equipa técnica a modificar toda a sua filosofia de jogo, e entrámos no campeonato ainda a formar uma equipa, o que não é fácil, e por isso os resultados tardaram em aparecer”, diz Francisco Bragança.Lutando contra o tempo e muitas vezes até contra os contratempos menos esperados, como foi o caso da inadaptação dos jogadores Eurico, Rolando e Vasco, que foram trazidos por um empresário mas que nunca conseguiram atingir os níveis de que vinham rotulados.A equipa conseguiu ultrapassar as dificuldades, e chegou ao final do ano já acima da linha de descida, uma situação que Francisco Bragança entende como uma prenda de Natal para a direcção, que tudo tem feito para não faltar com o pagamento aos jogadores.Chegou o avançadoEurico, Rolando e Vasco saí-ram, não por terem subsídios em atraso mas porque não conseguiram impor-se na equipa. Para o seu lugar a direcção conseguiu fazer o esforço de trazer para a equipa os jogadores Semedo e Rui Moura, dois jovens que são efectivamente mais valias para a equipa. E agora, retribuindo a prenda que os jogadores lhe deram, conseguiu oferecer aos treinadores e ao grupo de trabalho, mais um ponta de lança de valor. Trata-se de Bamba, um jogador que segundo Francisco Bragança “vem muito bem referenciado”.Segundo o treinador, esta troca de jogadores foi benéfica para o grupo de trabalho, “porque o facto dos jogadores que saíram não se integrarem estava a gerar alguns atritos, e também porque os jogadores que vieram acabaram por pesar menos no orçamento do clube, e assim ajudaram a resolver o problema financeiro”.Neste momento Francisco Bragança sente que o grupo está confiante nas suas possibilidades. “Não tenho dúvida da qualidade do grupo de trabalho. Os jogadores também estão mais confiantes, sabemos das dificuldades que vamos ter que enfrentar, por isso acredito que vamos conseguir estabilizar, e olhar para o futuro com grande confiança”.Francisco Bragança não esconde mesmo a sua grande confiança e aponta mesmo para uma classificação mais consentânea com o valor da equipa. “Neste momento a minha aposta e a dos jogadores é para uma classificação acima do oitavo lugar. Não tenho dúvida de que o vamos conseguir, mesmo sabendo que os próximos três jogos vão ser muito difíceis, mas estamos preparados para eles”.A terminar, Francisco Bragança fez questão de dirigir uma palavra de incentivo a Simões Gapo. “É um excelente treinador e um homem muito competente. Estou convencido de que se lhe derem condições de trabalho vai conseguir tirar o Fazendense da má situação em que se encontra”, termina.

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