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Recta do Cabo é caminho para a morte

Edição de 04.01.2005 | O Mirante dos Leitores
Li a vossa reportagem inserida na rubrica Sociedade com o título “Famílias destruídas na estrada” que me tocou profundamente e me levou por instinto a reportar uma ocorrência que se passou no passado dia 10 de Novembro do ano 2004.O pai da minha filha circulava às 17:15 calmamente a 50 Km H na sua faixa de rodagem na recta do cabo, no sentido V.Franca - Porto Alto quando no milésimo de segundo em que ele vai a passar se dá a queda de uma das muitas árvores que ladeiam aquela estrada e o atinge brutalmente, provocando a sua morte.Esteve ainda com vida cerca de 2H30M, foi assistido pelo INEM, foi para o Hospital de Vila Franca onde me foi dito que iria ser transferido para S. José dado que em Vila Franca não tinham aparelho de TAC, logo não conseguiam saber o que se passava. Veio a falecer dentro da ambulância no pátio do Hospital quando esta se estava a preparar para sair para Lisboa. Se as lesões eram todas internas e principalmente respiratórias, porque é que não foi feita logo a urgência para S. José??? Será que não teria sido evitada a sua morte? Foi-me dito que é OBRIGATÓRIO os doentes passarem pelo Hospital Distrital. Obrigatório?????? Que lei é essa que obriga um doente em risco de vida a ir a um Hospital que não tem recursos para o atender??????? Que País é este???? Deixa uma vida por viver (ia fazer 42 anos) e uma filha com 10 anos que não entende o que se passou. Há 4 anos perdi um primo direito na mesma estrada (uns metros à frente) vítima de um acidente provocado por uma ultrapassagem de outro condutor mal calculada. Quantos pais e quantas famílias já perderam entes queridos nessa mesma recta que são 10 km de caminho para a morte. Dado que todos os dias sou obrigada a passar nessa estrada, eu questiono: com que segurança eu e todos os utentes circulam? Posso evitar a colisão com outros veículos mas não posso evitar que me aconteça o que aconteceu ao pai da minha filha.Dia 10 foi ele. Os pais perderam brutalmente um filho, a minha filha perdeu o pai, eu... Se ninguém olhar e zelar pela segurança de circulação naquela e em todas as estradas do País qualquer dia será o filho ou o pai de outro alguém.Sara Maria Freire Braz

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