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Um comerciante ao serviço da população

Ricardo Costa, presidente da Junta de Freguesia de S. Vicente do Paúl

Ricardo Costa cumpre o quarto mandato à frente da freguesia de S. Vicente do Paúl, concelho de Santarém. Há 20 anos que vive do sector têxtil. Tem um armazém de comércio de vestuário e miudezas em Santarém. É um homem de esquerda descontente com a política.

Edição de 05.01.2005 | O poder local aqui tão perto
Com 56 anos, Ricardo Costa divide o dia-a-dia entre a sua empresa de venda de têxteis e a Junta de Freguesia de S. Vicente do Paúl, da qual é presidente. Em ambas as actividades as dores de cabeça são muitas. Os negócios do sector já foram melhores. Os problemas da localidade exigem pulso, dedicação e trabalho exaustivo. O presidente está a cumprir o quarto mandato, actualmente eleito numa lista de independentes, depois de divergências com a CDU. Coligação pela qual tinha concorrido nos mandatos anteriores. Continua a considerar-se um homem de esquerda, mas cada vez acredita menos em partidos políticos. Casado, com 2 filhos, Ricardo Costa é um filho da terra que tem feito a sua vida em Santarém, onde desenvolve o seu negócio com um armazém de comércio de têxteis e miudezas. Constituiu a sua empresa, a funcionar no centro histórico da sede de concelho e distrito há cerca de 20 anos. Apesar de considerar que o negócio está mau, o autarca tem uma grande dedicação e amor a este sector de actividade. “Gosto da minha profissão e de ser autarca pelo prazer de servir as pessoas”, comenta. Um prazer que tem a contrariedade de não ter tempo para a família.Nas horas livres, nos fins-de-semana, todos os minutos são aproveitados para ouvir as pessoas da freguesia, para tentar resolver pequenos problemas que para um cidadão significam grandes dores de cabeça. É por isso que não tem nenhuma actividade desportiva ou de lazer. É sócio da associação de caçadores, mas não caça... Quando tem tempo dedica-se a amanhar a horta, que tem ao pé de casa, e de onde tira alguns produtos agrícolas. É uma actividade que exerce por gostar de trabalhar a terra, ver as coisas a crescer, mas também é um grande “remédio” para aliviar o stress.Serviu o exército na época da guerra colonial, mas não chegou a embarcar para África. Cumpriu os 36 meses de serviço militar em Lisboa. Do que mais se orgulha na vida foi ter conseguido movimentar vontades para construir o pavilhão desportivo da sua terra. “Sinto-me em grande parte responsável pelo início da construção dessa obra que levou mais de 10 anos a ser feita. Foi preciso trabalhar muito para conseguir arranjar o dinheiro. Foi preciso andar a pedir apoios à câmara, às instituições, às empresas, às pessoas…Ricardo Costa confessa-se um homem que não faz planos para o futuro. Mas não gosta de estar parado. Agarra as oportunidades que lhe aparecem e de uma ideia vai construindo os alicerces de pequenos sonhos que vai tentando concretizar. Não tem pena de nos últimos anos ter trocado grande parte das férias por trabalho em prol da população. Só vai à praia ao fim-de-semana. Mas se não fosse isso, diz com orgulho, não tinha sido possível fazer a reconstrução de pontes da freguesia, a pavimentação de algumas ruas, a conclusão do abastecimento de água e luz a muitos lugares, ou o arranjo envolvente à igreja e a construção da casa mortuária durante o ano de 2004.

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