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Bateu e seguiu

Bateu e seguiu

Condutor alcoolizado e sem seguro causa prejuízos no Cartaxo

Um automobilista de Pontével vai ter de suportar do seu bolso os danos que um condutor alcoolizado e sem seguro causou na sua viatura. São 350 euros que lhe vão sair do bolso por estar no local errado à hora errada.

Edição de 05.01.2005 | Sociedade
Os ponteiros do relógio rondavam as 18h45 de 9 de Dezembro quando Paulo Rodrigues parou o seu automóvel na rua Serpa Pinto, no Cartaxo, para o pai, que o acompanhava, ir a uma loja. Fez o pisca da direita e, meio no estacionamento, meio na estrada, parou momentaneamente o carro.Mal Albino Rodrigues saiu da viatura, um veículo que seguia no mesmo sentido embateu, de raspão, no lado esquerdo da traseira do Peugeot 306 do seu filho, para espanto dos dois ocupantes. E a surpresa ainda foi maior quando o condutor do veículo seguiu em frente impávido e sereno, como se nada se tivesse passado.O que se seguiu foi uma autêntica cena de filmes que se prolongou ao longo de cerca de 400 metros. “Liguei os piscas, as luzes e fui atrás do homem, que só parou no semáforo antes do largo Vasco da Gama, enquanto o meu pai corria a pé”, recorda Paulo Rodrigues a O MIRANTE, admitindo ter invadido a faixa contrária para chegar ao condutor.Paulo Rodrigues acabou por parar ao lado do condutor de 68 anos junto ao semáforo de entrada no largo Vasco da Gama. Perguntou-lhe porque não tinha parado e, enquanto este lhe respondia que nada tinha acontecido, tirou-lhe a chave da ignição até aparecer a polícia.Já na esquadra da PSP, mesmo ali ao lado, apurou-se que o condutor que chocou no carro de Paulo Rodrigues não tinha seguro nem inspecção periódica actualizados. Mas, segundo os lesados, as perplexidades não se ficaram por aí. O condutor, que registava 1,03 gramas de álcool por litro de sangue, depois de multado, acabou por sair da esquadra ao volante da própria viatura.Situação que o responsável da esquadra da PSP do Cartaxo, chefe Rocha, não confirma, adiantando que os homens em serviço naquele dia, “certamente não teriam autorizado a situação”.Quanto ao prejuízo, ava-liado em cerca de 350 euros, é Paulo Rodrigues que vai ter de o pagar do próprio bolso, já que as seguradoras não se responsabilizam por danos causados nessas circunstâncias.E também não pensa recorrer aos tribunais porque as chatices e o tempo perdido provavelmente não compensariam.Segundo explicou, ainda havia a possibilidade de recorrer ao Fundo Europeu de Seguros, o que não fez. “Exige-se uma caução de 350 euros que é mais ou menos o valor que tivemos no arranjo do carro, o que não vale a pena”. O que revolta pai e filho é como podem ser vítimas de um acidente provocado por outro condutor que, sem seguro e alcoolizado, pode causar prejuízos a quem circula calmamente na estrada. “Calhou bater no carro mas podia ter sido em mim ou noutra pessoa. Estes condutores têm que ser seriamente reprimidos”, sugere Albino Rodrigues. Que preferiu não avançar com o caso para tribunal, porque é tempo gasto e as chatices que teria provavelmente não compensariam os danos.
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