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Variante de Alverca está a avançar

Variante de Alverca está a avançar

Câmara aceitou algumas propostas dos moradores e ambientalistas

A variante de Alverca recebeu luz verde para avançar depois da Câmara de Vila Franca ter garantido o consenso com os moradores que se opuseram ao traçado e com a junta de freguesia.

Edição de 05.01.2005 | Sociedade
A segunda fase da variante de Alverca vai avançar. A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira já lançou o concurso público para a concepção e construção da obra a que chama de circular urbana.A proposta foi aprovada por unanimidade depois da câmara ter alcançado o consenso com os moradores da Urbanização da Quinta das Drogas que travaram o avanço do traçado inicialmente previsto pela autarquia. A nova proposta tem também o parecer favorável da junta de freguesia.O novo troço vai ligar a rua da Estação à zona da Adarse com uma ligação à rotunda das Silveiras, na EN 10, a Norte da cidade de Alverca. O restante percurso será definido no Plano de Pormenor para os terrenos da antiga fábrica Previdente e irá contemplar a ligação da variante à EN 10 na zona do Sobralinho.A variante terá duas faixas para cada lado e seguirá junto à linha de caminho de ferro no troço entre a Quinta do Cochão e a Adarse. Já na ligação entre a Quinta do Cochão e a rotunda do hipermercado, não haverá duplicação das faixas de rodagem e será criado um separador central com uma zona verde e de lazer com três metros de largura. “Aqui teremos só uma faixa para cada lado para acentuar o carácter urbano da via”, explicou o vereador do Urbanismo, Ramiro Matos.Segundo o autarca socialista, esta alteração vai de acordo à pretensão dos moradores que alegaram razões de segurança para peões e automobilistas. Os subscritores de um abaixo-assinado com quatro centenas de assinaturas pretendiam que a variante fosse mais afastada das suas casas. Segundo a comissão, a deslocação da variante para junto da linha-férrea não exigiria expropriações complexas e não afectaria o funcionamento de unidades de logística existentes. João Rodrigues garantiu que uma solução em túnel, ao nível do solo ou em viaduto não implicaria expropriações e seria a melhor. “Nem um centímetro será necessário expropriar”, acrescentou. O vereador Ramiro Matos explicou que a solução proposta pelos moradores exige negociações com a Refer, Força Aérea Portuguesa e com particulares porque obriga a realojar várias famílias que vivem junto da estação da CP. A câmara não fechou a porta à proposta e admite estudar uma nova alternativa para a ligação entre a rotunda do hipermercado e a Quinta do Cochão, mas a autarquia refere que é uma solução técnica e financeiramente “muito complicada”. Nelson Silva Lopes
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