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Sócios da Adega Cooperativa de Tomar aprovam dissolução dos corpos sociais

Sócios da Adega Cooperativa de Tomar aprovam dissolução dos corpos sociais

Demissão de Jerónimo Graça, Luís Antunes e Manuel Seixo não fez recuar associados

A direcção da Adega Cooperativa de Tomar demitiu-se em bloco na sexta-feira, um dia antes da assembleia-geral votar a dissolução dos corpos sociais. A esmagadora maioria dos associados mostrou um cartão vermelho à direcção demissionária.

Edição de 12.01.2005 | Economia
Num “golpe de teatro”, como lhe chamaram alguns sócios, a direcção da Adega Cooperativa de Tomar não esperou pela assembleia-geral de sábado passado, que iria votar a dissolução dos actuais corpos sociais, e demitiu-se em bloco um dia antes.Os “motivos de saúde” alegados pelos membros da direcção da adega para renunciarem ao cargo levantou um coro de risos entre mais de uma centena de associados presentes na assembleia geral de sábado, dia 8.Temendo um desfecho previsível – a aprovação, por parte dos sócios, da dissolução dos órgãos sociais da cooperativa – a direcção antecipou-se e decidiu apresentar um dia antes a sua demissão ao presidente da mesa da assembleia geral.O inevitável acabou por acontecer. Mesmo com as cartas de demissão em cima da mesa, que foram lidas em voz alta pelo presidente da assembleia, José Júlio da Silva, os associados acabaram por aprovar a dissolução da direcção, através de voto secreto.O escrutínio – 113 votos a favor, dois nulos e oito votos contra – já era esperado e é elucidativo do descontentamento generalizado entre os associados, que têm vindo a acusar a direcção cessante de pouco fazer para relançar a Adega Cooperativa de Tomar.A convicção da maioria dos sócios é a de que a adega parou no tempo e que os membros da direcção, encabeçada por Jerónimo Graça, nada têm feito para melhorar a sua imagem.A gota de água que fez transbordar a paciência dos cooperantes aconteceu em Novembro do ano passado quando, em assembleia geral, a direcção pediu aos sócios aprovação para efectuar um empréstimo obrigacionista de modo a poder pagar as dívidas a alguns associados.Na assembleia do último sábado foi já apresentada uma lista que concorrerá às próximas eleições, encabeçada por André Samouco. Que promete “dar a volta” ao actual estado de coisas. A reabilitação da Adega Cooperativa de Tomar, “que hoje é quase uma vergonha para a cidade”, é uma das primeiras medidas que o candidato à direcção da adega se propõe efectuar.A implementação de uma estratégia de marketing, coisa que actualmente não existe, já está a ser estudada, com divulgação do (bom) vinho ali produzido. André Samouco referiu que, “do que sabe”, as vendas têm caído porque a direcção não conseguiu ou não quis evoluir e acompanhar o mercado.Para André Samouco a adega tem de começar a ser gerida em moldes modernos, para que o vinho de Tomar seja novamente reconhecido em Portugal e no estrangeiro e os sucessos possam ser partilhados pelos sócios.Apesar de estar demissionária, a direcção da adega manter-se-á no entanto em funções até à eleição dos órgãos sociais, prevista para dia 12 do próximo mês.
Sócios da Adega Cooperativa de Tomar aprovam dissolução dos corpos sociais

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