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Vítor Costa, presidente da Junta de Freguesia de Vale de Cavalos

As causas políticas começaram a ser-lhe familiares desde muito cedo. Vítor Manuel Toucinho da Costa, 49 anos, presidente da Junta de Freguesia de Vale de Cavalos há dois mandatos, acompanhou de perto as eleições de 1973 e 1975 e inscreveu-se no PCP, partido em que continua a militar.

Edição de 12.01.2005 | O poder local aqui tão perto
Em 1983 foi convidado pela primeira vez a encabeçar uma lista do PCP, mas recusou: “Candidatei-me e fui eleito para tesoureiro ou secretário. Como não tinha experiência autárquica achei que não devia candidatar-me no primeiro lugar”, conta. Nas eleições seguintes teve a mesma opção. No mandato seguinte não teve funções na junta e em 1997 aceitou ser candidato. Ganhou e foi reeleito em 2001, continuando disponível para prosseguir no cargo em 2005. “Mas isso não depende só de mim”, sublinha.Durante a vida acompanhou o pai agricultor e seareiro na zona saloia perto de Lisboa. Trabalhou numa oficina e acabou como empregado de escritório, actividade que continua a exercer como profissão liberal. Na junta está a meio tempo - “que é sempre mais do que meio tempo” – e poucas horas lhe restam para outras actividades.“Mas já tive um passatempo que se tornou uma obsessão”. Vítor Costa conta que foi viciado em informática. A este propósito recorda que o melhor ano que teve na vida foi 1989 e tudo começou por uma virose que, normalmente, aparece em criança, a varicela.“Em adulto a doença é pior. Estive de cama 15 dias e foi remédio santo, deixei de fumar, larguei a informática, acabei a casa, comprei um carro e percorri o país”, diz com o certo orgulho e continua: “Disse à minha mulher que o dinheiro que poupava por não fumar havia de ser gasto em gasolina. Comprei uma Diane que andava pouco, mas gastava pouco, e nós e os meus dois filhos pas-seámos por Trás-os-Montes, Algarve, a Serra da Estrela, nunca lá tinha ido... Foi o melhor ano da minha vida”, reafirma.Enquanto presidente de junta, Vítor Costa sente algum orgulho no trabalho que tem sido feito, principalmente quando pensa que também deu o seu contributo para a construção do polidesportivo, inaugurado em 1999. Bem como os jardins ou a casa mortuária.“Acho que a freguesia não tem grandes carências, a maior aposta é a construção de um centro de noite. A nossa população é muito idosa e o centro de dia não resolve o problema das noites”, conclui, lembrando que há idosos isolados.
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