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TAC vai para Abrantes

TAC vai para Abrantes

Empresa privada vai explorar novo equipamento no Centro Hospitalar do Médio Tejo

O equipamento de Tomografia Axial Computorizada do Centro Hospitalar do Médio Tejo vai ficar instalado em Abrantes, por ser neste hospital que está centralizada a grande urgência. A inauguração está prevista para o final de Março.

Edição de 12.01.2005 | Sociedade
O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) já cedeu instalações à empresa privada que adquiriu e vai gerir o equipamento de Tomografia Axial Computorizada (TAC) que vai ser instalado no Hospital de Abrantes até final de Março. No protocolo assinado com a firma especializada neste tipo de exames complementares – a Diamecon, de Tomar – está salvaguardada a possibilidade de clínicos do CHMT poderem trabalhar neste sector desde que o tempo despendido não colida com o horário de serviço no hospital.Na opinião de Joaquim Esperancinha, presidente do concelho de administração do CHMT, a decisão de instalar a TAC em Abrantes é prefeitamente justificável porque é neste centro hospitalar que está centralizada a grande urgência e a traumatologia. Os restantes hospitais do centro – Torres Novas e Abrantes – irão ou não enviar os seus doentes para a Abrantes, conforme os casos.“À partida será mais aconselhável pedir os exames à Econova, no caso de Torres Novas, do que enviar o doente para Abrantes”, refere Joaquim Esperancinha. Opção que só será tomada dentro do horário de funcionamento das empresas que até agora têm feito estes exames para o CHMT. Fora das horas em que estão abertas, os doentes serão transferidos para Abrantes, onde o equipamento de TAC está activo 24 horas por dia, sete dias por semana.A inauguração deste novo serviço, prevista para o final deste trimestre, traz grandes vantagens para o doente e também do ponto de vista económico: “O CHMT vai pagar menos por cada exame e para o doente é muito mais cómodo e mais rápido ser transferido para a Abrantes do que para Lisboa. Por outro lado, acrescenta o administrador, “estão garantidos critérios de qualidade. Há um conjunto de parâmetros que a empresa tem de respeitar”.A Diamecon foi a que apresentou melhores condições das empresas candidatas ao concurso aberto pelo CHMT para a instalação do equipamento. As restantes candidatas foram a Econova e a Abranclínica, de Abrantes.A TAC de Abrantes, embora explorada e propriedade da empresa, destina-se única e exclusivamente a doentes internados no CHMT ou que recorram às urgências dos hospitais de Abrantes, Tomar ou Torres Novas. A instalação do equipamento de TAC foi solicitada para o CHMT ainda no tempo da ministra da Saúde Manuela Arcanjo, que chegou mesmo a dar parecer positivo à sua instalação. Mas o ministro que a substituiu na pasta acabou por retroceder na decisão, inviabilizando a sua instalação.Já este ano, o actual ministro da Saúde voltou a trazer esperança ao Centro Hospitalar do Médio Tejo, autorizando a compra do equipamento que finalmente se concretizou.O Centro Hospitalar do Médio Tejo é responsável, em média, pela realização de seis mil Tomografias Axiais Computorizadas por ano, sendo a maioria pedida pelo Hospital de Abrantes.Margarida TrincãoRemodelação do serviço de cardiologia em Torres NovasUnidade das coronárias abre em FevereiroNo próximo mês será inaugurada a unidade de cuidados coronários no Hospitalar Rainha Santa Isabel, em Torres Novas, integrado no Centro Hospitalar do Médio Tejo. O novo serviço, situado no quarto piso, tem seis camas. A valência destina-se a internar doentes com sintomas coronários agudos, a quem tenha sido diagnosticado enfarte do miocárdio ou que apresentem um estado clínico de alto risco de evoluir para o enfarte.A Unidade de Cuidados Coronários, única no CHMT, vai evitar que os doentes que apresentem este quadro clínico fiquem internados no SO, junto às urgências, ao cuidado do serviço de Cardiologia. Além de uma maior comodidade do doente, o internamento na unidade permite “desenvolver processos terapêuticos mais indicados para tratar este tipo de doentes, o que constitui uma mais valia para os serviços e, sobretudo, para o utente”, esclareceu Francisco Morgado, director clínico do CHMT e cardiologista.
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