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Com a estrelinha de campeão

Com a estrelinha de campeão

Amiense venceu 2-0 em Benavente e está a apenas 2 pontos do primeiro

O Amiense venceu 2-0 em Benavente. Uma vitória importante para os objectivos da equipa, mas para vencer, a equipa comandada por Cláudio Madruga contou com a estrelinha de campeão. O Benavente dominou durante todo o jogo, contou com as mais flagrantes oportunidades de golo, mas chocou com a inoperância dos seus avançados e com uma visão errada do árbitro, que viu uma grande penalidade muito duvidosa a favor da equipa de Amiais e não viu uma grande penalidade flagrante a seu favor.

Edição de 19.01.2005 | Desporto
O jogo entre o Benavente e o Amiense prometia ser difícil para as duas equipas. Para os locais porque não podiam perder para não sairem do pelotão da frente. Para os visitantes porque queriam vencer para se chegarem aos primeiros. As equipas entraram em campo com estruturas tácticas diferentes. O Benavente mais balanceado para o ataque, o Amiense organizado e rigoroso.Cláudio Madruga abdicou de correr qualquer risco ofensivo durante a maior parte do encontro, mas conseguiu estancar a circulação de bola dos benaventenses. A regra foi aguentar, sofrer e esperar um golpe favorável do destino. Situação que mais se refinou ainda após Caetano ter sido expulso logo aos 28 minutos. Pode alegar-se que se tratou de uma postura cínica, mas também não é fácil estar na luta pelo primeiro lugar e ter sobre os ombros a “obrigação” de recuperar os pontos perdidos no início da prova. É caso para dizer que os fins justificaram os meios. A grande penalidade duvidosa que deu o primeiro golo, lá acabou por chegar e o golo de Renato, aos 83, minutos dissipou as restantes dúvidas.Para o Benavente, o desalento era evidente. No entanto a formação de Alberto Varandas nunca conseguiu transformar a entrega dos jogadores em objectividade. Bom toque de bola em alguns momentos, intenção ofensiva declarada, mas faltou sempre clarividência para desmoronar a fortaleza vermelha que teimava em manter a sua baliza incólume.Na primeira parte, que terminou com um nulo no marcador, os avançados do Benavente podiam ter resolvido o jogo. A jogar com mais um elemento desde os 28 minutos, a equipa de Alberto Varandas apostou tudo no ataque, e aos 31 minutos Zé Aníbal isolou-se e sozinho perante Galrinho atirou de forma a que a bola embatesse no guarda-redes e saísse pela linha de fundo. Aos 36 minutos Nuno Gaiato fez ainda pior. Completamente só a um metro da baliza, atirou por cima da barra.Durante os primeiros quarenta e cinco minutos, Matos foi quase um mero espectador. Apenas em esporádicos contra-ataques a equipa de Cláudio Madruga permitia ao guarda-redes do Benavente combater o frio com alguma movimentação para recolher a bola.Já na segunda parte, aos 52 minutos, um defesa do Benavente tentou sair com a bola para o ataque. Catita fez a pressão, ganhou a bola e saiu rápido para o contra-ataque, entrou na área, descaiu para a linha de fundo. Matos saiu da baliza a fazer a mancha, os jogadores chocaram e a bola saiu pela linha de fundo. O árbitro apitou e correu para a marca de grande penalidade assinalando uma falta que no campo deixou muitas dúvidas.Encarregue da marcação da grande penalidade, Nelson não tremeu e atirou para o canto direito da baliza defendida por Matos, que não teve qualquer hipótese de a desviar. Estava feito o mais difícil que era marcar. A partir daqui ainda mais se refinou a táctica de controlo do jogo por parte do Amiense. Cláudio Madruga foi racional e tratou de ir colocando em campo as opções defensivas que tinha no banco, tapando todos os caminhos para a sua baliza.Do outro lado, Alberto Varandas usou de todas as armas ofensivas que tinha ao seu dispor, e embora o adversário controlasse o jogo, viu a sua equipa desperdiçar de forma inglória duas ou três boas oportunidades para marcar. Aos 83 minutos, Renato – que entrou em campo para substituir o expulso Caetano e acabou por ser o melhor jogador em campo – pegou na bola a meio campo, arrancou em velocidade, passou por dois adversários e à saída de Matos atirou a contar, obtendo um golo de belo efeito, e matando por completo qualquer hipótese de reacção da equipa do Benavente.O Amiense acabou por vencer de uma forma muito feliz, mas foi uma vitória assente no realismo do seu treinador, que conhecendo bem a categoria do adversário optou por uma táctica realista, controlando o jogo e esperando uma oportunidade para marcar. Teve a estrelinha de campeão, é certo, mas o que conta é a vitória, que por isso não deixou de ser justa.Na equipa de arbitragem, o árbitro principal, Filipe Custódio, foi o pior elemento em campo. Exagerou na amostragem dos cartões, equivocou-se ao marcar o pénalti que deu o primeiro golo aos visitante e ao não assinalar uma grande penalidade contra o Amiense. Depois, talvez para compensar, fechou os olhos a algumas faltas mais evidentes da equipa do Benavente. Uma arbitragem por isso negativa.
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