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Cartaz retirado para não prejudicar lojistas

Cartaz retirado para não prejudicar lojistas

PS de Mação estranha rapidez da decisão da câmara

Um cartaz da campanha eleitoral do PS foi mandado retirar de um ponto central de Mação pela câmara local, de maioria PSD. Tudo por causa das queixas de comerciantes da zona.

Edição de 19.01.2005 | Política
A Câmara de Mação mandou retirar um cartaz de campanha eleitoral do Partido Socialista que havia sido colocado numa das zonas nobres da vila. O caso passou-se no dia 12 de Janeiro. A decisão do executivo surgiu na sequência de queixas de alguns comerciantes, que alegaram que o painel de grandes dimensões com a imagem de José Sócrates retirava visibilidade às suas lojas. O cartaz media 8 metros de largura por três metros de altura.Quem não gostou da situação foi o presidente da concelhia do PS de Mação que em e-mail enviado para a nossa redacção, denunciou que o cartaz foi “hábil e rapidamente retirado” e que “o Partido Socialista paga avultadas quantias para fazer a sua publicidade e não para ver os seus cartazes censurados e armazenados num qualquer estaleiro”. Refira-se que o cartaz foi retirado por funcionários da câmara e já terá sido entretanto montado noutro local da vila.O local onde foi colocada a estrutura nunca havia sido utilizado para esses fins. Situa-se na rotunda que dá acesso às avenidas Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, em frente das lojas do Rotunda Centro. O PS não indicou previamente a escolha daquele local, limitando-se a avisar o município que iria colocar alguns painéis no concelho. O presidente da Câmara de Mação, Saldanha Rocha (PSD), explica que, para além das queixas dos comerciantes, a estrutura em metal que suportava o cartaz, por estar fixada no passeio, reduzia o espaço de circulação pedonal prejudicando a mobilidade dos transeuntes. Designadamente de quem se deslocava para o tribunal ou para as valências da Misericórdia de Mação.O cartaz de José Sócrates esteve em cena apenas uma semana. O presidente da Câmara de Mação garante que não houve qualquer sectarismo na decisão do executivo – tomada por unanimidade - e que faria precisamente o mesmo se o cartaz fosse do PSD ou de outra força política.Acrescenta que avisou o director geral de campanha do PS, Luís Patrão, e a concelhia de Mação para a necessidade de remoção do cartaz, dando um prazo de 2 dias úteis para esse fim. Como não houve qualquer resposta decidiu-se mandar avançar os serviços da câmara após deliberação do executivo. Saldanha Rocha não quer polémicas, garante que se limitou a cumprir a lei e que não pensa debitar ao PS o trabalho dos operários municipais na desmontagem do cartaz. Apesar da lei ser bem clara a esse respeito: “Os custos de remoção dos meios de publicidade ou propaganda, ainda que quando efectivada por serviços públicos, cabem à entidade responsável pela afixação que lhe tiver dado causa”.Os dois vereadores socialistas apoiaram a proposta do presidente da câmara visando a remoção do cartaz. Facto que o presidente da concelhia socialista de Mação prefere não comentar.Contactado telefonicamente por O MIRANTE, António Reis disse também que, embora a colocação dos cartazes seja da responsabilidade de uma empresa contratada pelo partido, chegou a manifestar a sua disponibilidade para mudar o cartaz para outro local. Mas os serviços da câmara anteciparam-se. Dando o caso como encerrado – “não queremos brigas com ninguém” – António Reis não deixou de reforçar a sua estranheza pela “rapidez” com que os serviços da câmara actuaram nesta situação.João Calhaz
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