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PSD abre o jogo sobre a estratégia a utilizar na campanha no distrito de Santarém

O PSD vai acenar com a obra feita no distrito de Santarém nos últimos dois anos para tentar convencer o eleitorado nas legislativas de 20 de Fevereiro. O PS vai ser o alvo a abater.

Edição de 19.01.2005 | Política
O cabeça de lista do PSD por Santarém às eleições legislativas de 20 de Fevereiro apresentou no sábado o trabalho feito pelo Governo na região, classificando-o de “muito significativo”. Miguel Relvas distribuiu uma brochura pela comunicação social intitulada “Temos Obra” onde está inscrita uma lista exaustiva de obras, concelho a concelho, que tiveram a chancela ou o apoio da administração central. Apesar de algumas delas serem de iniciativa municipal.Miguel Relvas disse mesmo que “em 2 anos o PSD cumpriu mais de 70 por cento da obra prevista para 4 anos”. Parece claro que o partido vai utilizar esses argumentos para tentar cativar o eleitorado, anexando ainda críticas ao Partido Socialista e ao seu cabeça de lista por Santarém, Jorge Lacão, a quem acusam de não ter peso político para defender em Lisboa os interesses regionais.Como exemplo, Relvas lembrou que foi o Governo liderado pelo PSD que conseguiu a desagregação do distrito de Santarém da Região de Lisboa e Vale do Tejo a partir de 2006. Pondo assim termo a um quadro bastante penalizador para as autarquias e agentes económicos da região, que durante anos receberam menos apoios comunitários que outras regiões do país. Com a integração do Médio Tejo na Região Centro e da Lezíria do Tejo no Alentejo o distrito passa a ter apoio para investimentos igual ao de outras regiões do país com índices de desenvolvimento semelhantes.“Foi grave para o distrito e anti-patriótico que o PS não tenha conseguido essa alteração para o terceiro Quadro Comunitário de Apoio” – que vigora entre 2000 e 2006 – disse Relvas, lembrando que nessa altura estava o PS no Governo e era líder parlamentar dos socialistas o deputado Jorge Lacão. Que, acrescentou o candidato do PSD, “por desinteresse ou falta de peso político não foi capaz de evitar que o distrito perdesse milhões”.A desanexação do distrito da Região de Lisboa e Vale do Tejo foi “uma das grandes vitórias conseguidas pelos deputados do PSD”, afirmou Miguel Relvas aos jornalistas durante a conferência de imprensa realizada na manhã de sábado num hotel de Santarém. A outra, disse o candidato - que é também secretário-geral do PSD e presidente da Assembleia Municipal de Tomar - foi a de colocar o distrito de Santarém no quinto lugar a nível nacional no que toca aos investimentos previstos pela administração central para 2005.Questões que Miguel Relvas quer ver debatidas na campanha. E como o cabeça de lista do PS “é o mesmo há muitos anos”, Relvas desafia Jorge Lacão a “prestar contas” do trabalho desenvolvido em prol da região. E não vai deixar de enumerar a obra feita e as promessas para os próximos anos.Apesar de alguns dos projectos que se encontram na lista de promessas, para avançar em 2005 e 2006, serem já velhos conhecidos dos eleitores, tantas vezes foram falados ao longo da última década. Como a variante à EN 3 em Santarém, o IC 3 entre Chamusca e Barquinha, o IC 9 entre Alburitel (Ourém) e Carregueiros (Tomar), os novos quartéis da GNR de Alcanena e Alpiarça ou o novo centro de saúde de Santarém.A primeira grande iniciativa de campanha vai decorrer dia 22 de Janeiro, com a realização de um jantar-comício em Ourém com a presença de Pedro Santana Lopes.O reforço de InvernoMiguel Elvas considerou no sábado que José Eduardo Carvalho, mandatário da lista do PSD por Santarém às legislativas de 20 de Fevereiro, foi o melhor “reforço de Inverno” que podia ter tido. Na conferência de imprensa que deu pela manhã num hotel de Santarém, Miguel Relvas considerou motivo de “grande orgulho” e de “grande honra” a aceitação do convite por parte do presidente da Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém para ser mandatário. “Era mais fácil para ele não assumir as suas convicções e as suas preferências”, disse o candidato.Em declarações aos jornalistas, José Eduardo Carvalho mostrou-se aberto para participar nas acções de campanha do PSD em que for solicitado. “Estou sempre disponível para aquilo que o cabeça de lista entender. A minha colaboração é total”, afirmou.
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