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Badaladas só a partir das nove

Igreja de Benfica do Ribatejo e moradores chegaram a acordo
Edição de 19.01.2005 | Sociedade
Por causa do barulho causado pelo toque dos sinos da nova igreja de Benfica do Ribatejo, um casal residente a 20 metros do templo resolveu levar o assunto à justiça. O tribunal conseguiu um acordo entre as partes desavindas.Os sinos da igreja nova de Benfica do Ribatejo, concelho de Almeirim, vão continuar a assinalar as horas certas, mas só a partir das nove da manhã. O Tribunal de Almeirim conseguiu pôr de acordo a comissão de paróquia, a Fábrica da Igreja e um casal que se queixava do barulho causado pelos sinos. Os lesados pretendiam, no âmbito de um processo cível, a diminuição do volume do som e uma indemnização, a fixar pelo tribunal. Segundo a concordância entre as partes, conseguida ao fim de uma manhã de negociações, na sexta-feira, os sinos vão continuar a tocar à hora certa, mas o seu início passa das sete da manhã para as nove, durante os dias úteis. Vai continuar também a ser permitido às meias horas tocar cinco segundos da música “Ave Maria”Aos fins-de-semana e feriados os sinos costumavam entrar em acção à mesma hora que durante os dias úteis. Mas a partir de agora as badaladas só se podem começar a ouvir às 10h00. A partir das 22h00, seja em que dia for, o silêncio tem de imperar. Os toques referentes a casamentos, funerais e baptizados também são autorizados, apesar de nos últimos tempos a igreja ter decidido aboli-los por iniciativa própria. O volume das badaladas vai continuar idêntico, já que a paróquia tinha diminuído a intensidade do som há uns tempos. O caso dos sinos da igreja, na urbanização do Alqueva, em Benfica do Ribatejo, remonta a Outubro de 2001. Na altura, Mário dos Santos, a viver a cerca de 20 metros da igreja, começou a queixar-se do som estridente dos sinos. Mário dos Santos pretendia, conforme disse a O MIRANTE, na edição de 25 de Outubro de 2001, que o sino deixasse de tocar as horas e passasse apenas a anunciar os actos religiosos. E argumentava que não fazia sentido tal sinal horário, porque toda a gente já tinha relógio. Ao longo do tempo o queixoso e a igreja nunca conseguiram entender-se. Em 2003 entrou um processo no Tribunal de Almeirim, da autoria de Mário dos Santos e Ana Paula Silva, contra a Fábrica da Igreja de Benfica do Ribatejo e a comissão da mesma paróquia.

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