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Bairro avieiro cresce sem ordem

Bairro avieiro cresce sem ordem

Morador de Santana, Cartaxo, denuncia construções ilegais e falta de ordenamento
Edição de 19.01.2005 | Sociedade
A construção desordenada em Santana já motivou várias deslocações de um morador da zona à Câmara do Cartaxo. Há suspeitas de obras sem licença e os habitantes reclamam a construção da rede de saneamento e o asfaltamento das ruas.Um morador da aldeia de Santana, Cartaxo, não se conforma com o que diz serem as construções ilegais que se vão disseminando em torno do bairro dos avieiros, situado entre a Vala Real e a linha ferroviária do Norte. Construções que António Sérgio, que ali vive há cerca de três anos, considera não terem qualquer ordenamento e licenciamento camarário. Como se não bastasse, falta ainda a rede de saneamento básico e o alcatrão nas estradas. “Quem precisa de acrescentar mais uma divisão à casa ou fazer um anexo, lança mãos à obra, sem licenciamento camarário. Ora cresce uma parede, um telhado ou um muro e, só no último ano, foram mais duas casas”, exemplifica o morador, acrescentando que existe a agravante de as construções se estarem a aproximar cada vez mais da linha de caminho de ferro.António Sérgio queixa-se ainda de os esgotos provenientes de habitações vizinhas serem escoados por uma pequena manilha que vai desaguar aos seus terrenos, originando maus cheiros, especialmente em tempo quente. O queixoso diz não compreender como há pessoas que pagam água, luz, telefone e tarifa de saneamento e não possuem condições de habitabilidade.“Este ano já fui oito vezes à Câmara do Cartaxo, das quais três falei pessoalmente com o presidente, que me garantiu que se ia fazer alguma coisa”, assegura.Para António Sérgio, em Santana existem condições ideais para se explorar o potencial turístico. “Temos o viaduto de Santana, a vala real, o bairro dos avieiros e todas as condições para a aldeia ser requalificada e incluída numa rota turística”, sustenta.Alguns moradores admitiram, em conversa com O MIRANTE, que as obras que vão fazendo nas suas casas não possuem licença da câmara. O que vem acontecendo desde as primeiras gerações de habitantes da aldeia e do bairro típico.Mas são unânimes em reivindicar a construção de rede de esgotos e a pavimentação de ruas de terra batida que, actualmente, servem de passagem constante para veículos que operam nas obras de remodelação da linha do Norte.Contactado por O MIRANTE, o presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), refere que a autarquia controla, dentro do possível, as situações de licenciamento de novas construções. E adianta “desconhecer qualquer situação ilegal ou queixa apresentada nos últimos meses”.O autarca admite que a aldeia está bastante degradada mas que a câmara prepara uma candidatura de valorização e requalificação daquela zona e de Porto de Muge, integrada num programa comunitário, que visa a requalificação do bairro tradicional, do viaduto de Santana e a requalificação da Estrada Nacional (EN) 3-3, após a sua desclassificação.
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