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Bar Esbruga silenciado

Incumprimento de horário e da lei do ruído motivam acção da Câmara do Cartaxo

Infracções sistemáticas à lei do ruído levaram a Câmara do Cartaxo a mandar encerrar o bar Esbruga, naquela cidade. O dono está conformado com o desfecho.

Edição de 19.01.2005 | Sociedade
A Câmara do Cartaxo decidiu encerrar o café e bar Esbruga, que se encontra aberto naquela cidade há cerca de cinco anos. A infracção sistemática do horário de funcionamento e da lei do ruído, “com constantes autos de notícia por parte da PSP”, são as razões apontadas pela autarquia para o encerramento do espaço.Na base da decisão estão ainda as queixas de moradores da rua José Ribeiro da Costa e da proprietária da residencial que funciona por cima do estabelecimento. A medida não tem reversão e o empresário que explora o bar, Rui Batista, já sabe disso. Uma medição efectuada ao estabelecimento em Dezembro de 2004 registou cinco decibéis acima do máximo permitido por lei para aquele género de estabelecimentos. A casa é alugada e, segundo Rui Batista, o senhorio não está disposto a realizar o investimento para isolamento acústico. E o empresário também não o pretende fazer num espaço que não lhe pertence. Rui Batista diz que o negócio da diversão nocturna também decresceu bastante no Cartaxo devido à acção do anterior subcomissário da PSP na cidade, num período em que aqueles estabelecimentos tiveram que passar a encerrar à meia-noite.“Nessa altura cometemos algumas infracções mas é impossível mudar rapidamente os hábitos de clientes acostumados a ficar até mais tarde”, explicou a O MIRANTE. Adiantou ainda que a polícia nunca entrou no bar para alertar para qualquer infracção. “Apenas passavam à frente para ver se havia clientes na casa”, acrescenta.Caso se confirme o encerramento do café/bar, Rui Batista diz que vai fazer o mesmo que outros fazem e tentar abrir noutro local. E acusa que outros estabelecimentos da cidade de não cumprirem as regras.O vereador da Câmara do Cartaxo, Pedro Ribeiro, nega essas situações, ainda que admita que, de vez em quando, todos prevaricam. “Mas não o fazem da forma reiterada como aconteceu com o café Esbruga e num curto espaço de tempo”, elucidou.O vereador recorda que a câmara foi suficientemente flexível quando apenas permitiu a abertura de estabelecimentos do género de quinta-feira a domingo, com a contrapartida de alargar o horário de funcionamento até às duas horas da madrugada.

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