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Mais apoio aos imigrantes

Câmara de Coruche cria novo serviço a pensar nos estrangeiros

Prestar apoio jurídico, esclarecer e aconselhar procedimentos acerca da legalização são alguns dos serviços disponíveis no Centro Local de Apoio ao Imigrante inaugurado a 12 de Janeiro.

Edição de 19.01.2005 | Sociedade
É na rua de S. Francisco, num gabinete multimédia dos Serviços de Acção Social da câmara, que funciona, desde 12 de Janeiro, o Centro Local de Apoio ao Imigrante (CLAI) de Coruche. Um serviço gratuito de apoio a imigrantes que vivem e trabalham no concelho. Embora não haja dados fiáveis, estima-se que existam algumas centenas de imigrantes na zona, sobretudo ucranianos e brasileiros.No dia da inauguração, alguns imigrantes associaram-se à cerimónia. Como Paulo Malanchak e Vitaly Bazabanchuk, ucranianos que chegaram a Coruche há um e três anos, respectivamente. Vieram à procura de uma vida melhor e trabalham no sector da recolha de lenha e carvão na freguesia de Santana do Mato. Ambos estão legalizados e com contratos de trabalho. Referem que a maior dificuldade que encontraram foi a adaptação à língua mas a companhia de mais cerca de três dezenas de imigrantes de leste em Santana do Mato ajudou à integração. “Este centro vai ajudar outros imigrantes a saber o que devem fazer”, considerou Vitaly.Em situação diferente encontra-se Luciane Oliveira. Para a cidadã brasileira, de 26 anos, Coruche é uma novidade com apenas cinco meses. “Vim visitar a minha sobrinha e o meu irmão, gostei e acabei por ficar”, explicou a O MIRANTE a irmã do jogador Oliveira, do Coruchense, que ainda não obteve a legalização.Apesar das diferenças de costumes, do frio e de, durante a noite, as ruas ficarem desertas, Luciane gostou da “simpatia e tratamento das pessoas”. É locutora na Rádio Voz do Sorraia e o objectivo é mesmo ficar por Coruche. “Só falta obter a legalização e trazer o noivo do Brasil”, acrescenta.Para o presidente da Câmara de Coruche, Dionísio Mendes (PS), há que acolher os imigrantes da melhor forma e fazê-los sentir bem na terra que adoptaram para viver e trabalhar. “Este centro, o primeiro CLAI do distrito, vai aconselhar, acolher, dar condições e informações para que os imigrantes se possam estabelecer”, referiu o autarca.O novo serviço faculta informações em áreas como o apoio jurídico, enquadramento legal sobre a imigração, direitos e deveres, apoio ao reagrupamento familiar, acesso à educação e reconhecimento de habilitações para fins profissionais. Tudo em quatro línguas: português, inglês, ucraniano e russo.O CLAI de Coruche é um dos 40 centros que o governo pretende criar no país. “Desde que entrámos, em Abril 2002, e em conjunto com o Alto-Comissariado para a Emigração e Minorias Étnicas (ACIME) foi possível criar centros juntos de instituições e alargar essa rede, numa segunda fase, às autarquias”, esclareceu o secretário de Estado adjunto do ministro da Presidência, Feliciano Barreiras Duarte, que presidiu à inauguração.Penalizar cada vez mais os empresários que exploram os imigrantes e, proporcionar aos filhos dos imigrantes, mesmo dos ilegais, a possibilidade de acederem aos serviços de saúde, educação e segurança social, são apostas da política de imigração do governo.

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