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Só falta o médico

Extensão de saúde do Arripiado reabriu após obras de requalificação

Os habitantes do Arripiado têm uma extensão de saúde renovada mas estão sem médico. A clínica que ali presta serviço encontra-se mais uma vez em missão humanitária da AMI e os utentes têm de recorrer ao Centro de Saúde da Chamusca.

Edição de 19.01.2005 | Sociedade
A extensão de saúde do Arripiado, Chamusca, foi reinaugurada sábado após obras de requalificação mas para já não vai proporcionar atendimento médico pois a clínica que ali presta serviço encontra-se numa missão humanitária da AMI no Sri Lanka. O edifício, propriedade do município, sofreu importantes obras de requalificação e ampliação, que orçaram em cerca de 100 mil euros, sendo financiadas pela Sub-Região de Saúde de Santarém em cerca de 25 mil euros.A ausência da médica Fátima Ferreira afecta também a população do Pinheiro Grande. Nos últimos anos a clínica tem integrado missões de solidariedade no estrangeiro, não sendo substituída no atendimento aos utentes dessas localidades. A situação já motivou protestos da população e da Junta de Freguesia do Pinheiro Grande. Na inauguração das instalações do Arripiado voltaram a ouvir-se vozes de protesto. “É quase um teatro cómico esta inauguração. Não vamos ter médico e as pessoas idosas e sem posses para irem para a Chamusca vão sofrer ainda mais. A médica é mais solidária com os estrangeiros do que com os seus doentes do dia a dia”, lamentava José Lopes, um habitante que assistia à inauguração.O director do Centro de Saúde da Chamusca, Artur Barbosa, acabou por explicar: “A médica que aqui presta serviço vai estar ausente apenas um mês, o tempo de licença que lhe foi concedido. Depois disso, se ela ficar mais tempo, vamos resolver o problema de outra forma”. E aproveitou para garantir que a enfermeira e a administrativa que vão prestar serviço na extensão de saúde do Arripiado estão preparadas para atender as pessoas e encaminhá-las para o Atendimento Complementar da Chamusca. O coordenador da Sub-Região de Saúde de Santarém, Fernando Afoito, também tentou pôr água na fervura. “A doutora Fátima Ferreira está inscrita na AMI e sempre que há algum problema grave ausenta-se. Não podemos fazer nada sobre isso. Mas vamos ter aqui uma enfermeira e uma administrativa, que vão ter um trabalho muito importante para as pessoas. Vão fazer uma triagem das situações mais graves e assegurar a medicação às pessoas”.Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU), destacou o facto de todas as sedes de freguesia do concelho e também os dois lugares mais populosos, Semideiro e Arripiado, ficarem agora bem apetrechados de instalações de saúde, todos espaços cedidos e requalificados pela autarquia. Embora tenha lamentado que a extensão agora aberta não tenha médica, destacou a boa cobertura médica existente no concelho.Já Fernando Afoito garantiu que, ao contrário do que se diz, a sua luta é para dar melhores condições de saúde à população do distrito. “A abertura desta extensão é a prova de que não queremos encerrar espaços a todo o custo, pretendemos sim racionalizar as situações e ajudar as pessoas que vivem mais longe dos serviços centrais a terem melhores cuidados”.Refira-se que no mesmo edifício ficou ainda instalada a nova sede da Secção Autónoma de Pesca Desportiva da União Cultural e Desportiva do Arripiado, que fica agora com instalações consonantes com o desenvolvimento de acções desportivas que pretende levar a efeito durante o ano.

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